CAMPO & LAVOURA – Grão nacional atende aos requisitos da indústria

Ainda que a disponibilidade de trigo gaúcho para a indústria seja menor neste ano, a qualidade do cereal que chega aos moinhos é considerada satisfatória. A maior parte da produção está com o peso do hectolitro (PH) acima de 78, o mínimo requerido para panificação. Isso significa que, de cada cem quilos moídos, ao menos 78 virariam farinha. No ano passado, pelo excesso de chuva, parcela expressiva da colheita do Estado não havia atingido o padrão mínimo.

– O trigo que os moinhos estão recebendo neste ano não tem problema de qualidade. O problema é a quantidade, que será pequena – diz Diniz Furlan, presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado (Sinditrigo-RS).

Tradicional importador de trigo, o Brasil terá de intensificar a busca pelo produto no Exterior em razão da quebra na safra gaúcha. Habitualmente, o país consome em torno de 13 milhões de toneladas por ano, mas só produz 6 milhões. Com o dólar nas alturas, rondando os R$ 5,70, o Sinditrigo-RS projeta reajuste de, pelo menos, 20% nos preços de pães, massas e bolachas a partir deste mês.

Rotação

A demanda pelo trigo nacional, intensificada por causa da alta dos custos de importação, e a perspectiva de preços firmes devem estimular o produtor gaúcho a seguir apostando na cultura.

– Com os preços valorizados e a Argentina produzindo menos trigo, no ano que vem a tendência é de novo aumento na área plantada – avalia Hamilton Jardim, presidente da comissão de trigo da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).

Neste sentido, Jardim considera que o produtor não irá se abalar com a perda de produtividade neste ano, já que os preços tendem a seguir favoráveis até a próxima safra. Outro aspecto que deve estimular maior plantio de trigo em 2021 é a possibilidade de rotação de cultura com a soja no verão.

Fonte : Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *