Campo Futuro levanta custos de produção de grãos no Rio Grande do Sul

Brasília (13/05/2019) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou na segunda (13), nos municípios de Carazinho e Cruz Alta (RS), um levantamento de custos de produção da soja, milho, trigo e arroz.

Produtores, técnicos de assistência e representantes de sindicatos rurais, cooperativas e extensão rural participaram do levantamento das informações do Projeto Campo Futuro.

De acordo com o coordenador de Produção Agrícola da CNA, Alan Malinski, no município de Carazinho foi constatado que o excesso de chuva durante o plantio prejudicou o estande das lavouras e ocasionou muitos casos de replantio.

“Houve forte pressão da ferrugem asiática no desenvolvimento das lavouras, o que contribuiu para o aumento dos custos com fungicida e para a queda do potencial produtivo das lavouras. Para a soja, a estimativa de queda é de aproximadamente 10%, finalizando com media de produtividade de 62 sacas por hectares”, explicou Alan.

Em contrapartida, o milho foi beneficiado pelas boas condições climáticas, que favoreceram o desenvolvimento das lavouras. O ganho de produtividade foi de aproximadamente 30% e as médias de produtividades finalizaram acima de 200 sacas por hectare.

“Dados preliminares indicam que a receita das lavouras de soja diminui em relação à safra passada. A queda da produtividade juntamente com a queda dos preços contribuiu para uma queda de aproximadamente 20% para as lavoras de soja. Para o milho, o aumento da produtividade junto com a manutenção dos preços comparada com a safra passada, auxilia na melhora das margens do produtor.”

Painel de grãos em Carazinho (RS)

Segundo o coordenador da CNA, o custo desembolso teve em média um crescimento de 17% puxado principalmente pelo aumento dos fertilizantes (33%), fungicidas (18%), mão de obra (25%) e diesel (17%).

“Esse aumento dos custos, juntamente com a queda da receita, contribuiu para a queda das margens dos produtores que em algumas situações ficou acima de 70% comparado com a safra passada”.

Já no município de Cruz Alta, as condições de implantação e desenvolvimento das lavouras foram melhores que a safra passada. Entretanto, a queda dos preços de venda da oleaginosa teve queda e isso fez com que a receita dessa safra ficasse semelhante à safra passada.

“O custo de produção teve leve redução devido a menor pressão de ferrugem asiática e lagartas, fator que contribuiu para a redução de aplicações de fungicidas e inseticidas. O item que teve maior aumento no custo de produção foi o fertilizante, com incremento de 23%. Dessa forma, devido a queda dos preços da soja nos últimos meses, a comercialização está mais lenta em relação a safra passada e isso tem impactado no planejamento da próxima safra”, concluiu Alan Malinski.

Os painéis de grãos no RS continuam até o final da semana. Técnicos da CNA e do Cepea levantam informações nos municípios de Tupanciretã, Uruguaiana, Bagé e Camaquã.

Café – também nesta segunda, a Confederação esteve em Brejetuba, no Espírito Santo, em um painel de custo de produção do café arábica, com a participação de técnicos do Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA). Nesta terça, o levantamento acontece em Jaguaré para o café conilon.  

Painel em Brejetuba (ES)Painel de café em Brejetuba (ES)

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Fonte : CNA