Campo e Lavoura – Voz Campeira – Fetar – Repúdio à reforma trabalhista

A Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais no Rio Grande do Sul (Fetar) repudia o projeto de mudanças na legislação trabalhista apresentado pelo governo federal. Em nosso entendimento, dias antes o governo anunciara uma proposta dura e cruel de reforma previdenciária, como se a retirada de direitos fosse contribuir para melhorar a economia, prática essa que é antiga: aproveitar o momento econômico ruim para prejudicar os trabalhadores.

Justamente em época de crise, o governo propõe que o negociado prevaleça sobre o legislado. Diante deste contexto, as categorias de trabalhadores, que já se encontram fragilizadas pela ameaça do desemprego e pela reforma previdenciária, serão pressionadas a negociar direitos se a nova legislação for aprovada, perdendo-se em parte até mesmo os direitos constitucionalmente garantidos desde 1988._ Nós acreditamos que, dentre as medidas que mais prejudicarão os trabalhadores na reforma trabalhista, estão o banco de horas, possibilidade de 12 horas de trabalho diárias, trabalho por produtividade e intervalo intrajornada de 30 minutos — o que para quem exerce serviço pesado é especialmente ruim — ressalta  Nelson Wild, presidente da Federação dos Trabalhadores Assalariados Rurais no Rio Grande do Sul (Fetar).

Além disso, chama a atenção que pode ser flexibilizado o registro da jornada e o acordo entre empregadores e trabalhadores pode dispor sobre a extensão dos efeitos de uma norma após o prazo de validade. Novamente, propõem medidas que já não deram certo em meados da década de 1990, como temporário e regime parcial de trabalho.O governo promete fiscalizar mais, porém não diz como pretende fazer isso, já que não há nenhuma perspectiva de aumento no número de fiscais do trabalho. Embora o projeto de lei ainda não seja conhecido na íntegra, as medidas anunciadas demonstram o quanto os trabalhadores serão desvalorizados.

Diante deste contexto, a nossa Federação critica as medidas, pois nenhuma das propostas trará benefícios aos trabalhadores que vendem a sua força braçal em sua atividade, que é desempenhada a céu aberto e em condições adversas, muitos na informalidade, precisando ser polivalentes, cada vez mais qualificados e sob ameaça de desemprego.

 

Por: Zero Hora

Fonte : Zero Hora

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