CAMPO E LAVOURA | Teste final para a retirada da vacina

O Rio Grande do Sul deu início nesta semana àquela que é uma espécie de prova técnica final na busca pela progressão de status sanitário, para zona livre de febre aftosa sem vacinação. É o chamado inquérito epidemiológio, que atesta, por meio de exames, a ausência da circulação do vírus causador da doença no Estado.

Não é o primeiro teste desse tipo realizado. É um procedimento de rotina, normalmente realizado a cada dois anos. Porque, mesmo vacinando, é preciso se certificar de que o vírus se mantém longe do território gaúcho. Mas é uma etapa necessária para buscar o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de zona livre da doença sem vacinação.

Técnicos da Secretaria da Agricultura estão a campo, coletando amostras de sangue em 335 propriedades que irão compor a amostragem. Todas estão em áreas do Estado consideradas de alto risco.

Coordenador do Programa Estadual de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, Fernando Groff explica que a coleta gera quase 17 mil amostras, que serão analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-RS), que fica na Capital.

O trabalho a campo segue até o dia 5 de junho. E a primeira análise deve ficar pronta de duas a três semanas depois. O relatório final é feito pelo Ministério da Agricultura. A pasta estima que o resultado será encaminhado, com outras informações, para análise de comitê da OIE. Se der sinal positivo, a proposta é enviada para a Assembleia Geral do órgão, prevista para maio do próximo ano.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN
Fonte: Zero Hora