CAMPO E LAVOURA | Terreno fértil

O potencial e o interesse de jovens gaúchos em empreender no agronegócio existem. O desafio é criar ambiente favorável para que essas apostas ganhem terreno no meio rural. É o que aponta pesquisa feita para dissertação de mestrado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Responsável pelo estudo, o mestre em Agronegócios Cleverson Paulo Signor mapeou o tema por meio de questionários respondidos por 658 alunos das áreas de ciências agrárias de instituições da região noroeste do Estado, com conceito quatro ou superior na avaliação do Ministério da Educação.

O levantamento identificou que 57% dos entrevistados se encaixam no perfil do agroempreendedor. Somados os potenciais e os possíveis agroempreendedores, esse percentual sobe para 93% (veja acima). Outros 7% ficaram como não agroempreendedores.

– Políticas públicas e legislação são entraves ao empreendedorismo. Criar ambiente propício só para plantar e colher é algo que já se tem. Ainda falta incentivo nas atividades não agrícolas – observa Signor.

O objetivo do trabalho, que teve a orientação da professora doutora Rosani Marisa Spanevello, era mapear e identificar por que os jovens buscam formação na área (Zootecnia, Agronomia, Veterinária, Engenharia de Alimentos, Engenharia Florestal e Gestão do Agronegócio), se gostam, onde pretendem atuar e qual o potencial empreendedor, conhecimento e preparação que recebem.

– Dos nove campi, só quatro oferecem a disciplina de empreendedorismo. E em três deles é eletiva (disciplina opcional) – diz o pesquisador.

A ideia, agora, é seguir na pesquisa e também trabalhar na criação de grupo de estudos que se dedique ao tema.

gisele.loeblein@zerohora.com.br 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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