CAMPO E LAVOURA – Soja vai ao maior valor em dólar desde 2012

Em uma reação à espera pelos números que serão divulgados hoje pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), o preço da soja decolou na Bolsa de Chicago. Registrou as maiores cotações em dólar desde setembro de 2012. Nos contratos para julho, fechou em US$ 16,14, alta de 1,72% sobre a segunda-feira.

Consultor em agronegócios, Carlos Cogo explica que a expectativa com o relatório de hoje é grande porque será o primeiro levantamento com estimativa de oferta e demanda da safra 2021/2022. E traz "potencial de levar as cotações a limites de alta ou de baixa se houver alguma surpresa, seja para cima ou para baixo em relação ao que é esperado".

Analista da Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque observa que o mercado está esperando projeções de alta, mas ressalva que, como é o primeiro, "tudo pode acontecer".

As perspectivas são de que o documento aponte uma colheita nos EUA maior do que a do ciclo anterior. Mesmo assim, a recuperação dos estoques projetada é considerada fraca.

– São volumes muito baixos ainda. Até porque, a safra americana está aberta – acrescenta Roque.

Ou seja, o panorama pode mudar bastante até o final do ciclo, sobretudo porque o ingrediente climático está fora do controle dos produtores.

Para os contratos com vencimento mais curtos, como os de maio, o reflexo ainda é da safra "antiga", com estoques (baixos) servindo como base.

Mais perto de saber o espaço do trigo

Adubada por preços favoráveis, a safra de trigo promete ganhar mais espaço no Rio Grande do Sul. Os percentuais de aumento projetados para o cultivo variam, mas ficam sempre acima de 1 milhão de hectares, algo que não acontecia há sete anos.

– O cenário de mercado está muito promissor para 2021. A procura por trigo tem sido intensa, deveremos ficar perto de 1,1 milhão de hectares – projeta Tiago De Pauli, gerente comercial regional sul da Biotrigo Genética, palestrante de webinar Como fazer mais trigo por dia?, que ocorre hoje, a partir das 8h30min (bit.ly/insc-2web-biotrigo).

Os indicativos vêm das sementes comercializadas, da demanda que se mantém e da percepção de entidades do setor. O plantio se inicia neste mês, mas ganha ritmo a partir de junho.

– O principal insumo do produtor é o conhecimento, a informação – reforça De Pauli.

Conjunto de bons resultados

Se o cenário das exportações de carne suína do Brasil no ano é positivo, o do Rio Grande do Sul é ainda melhor. O volume embarcado no primeiro quadrimestre cresceu 25,29% no país e 41,12% no Estado. Em receita, o avanço nacional foi de 27,1% e o gaúcho, de 31,82%.

A China se mantém como o maior comprador, sendo que o RS tem espaço importante nesse mercado, por ter oito dos 16 frigoríficos brasileiros habilitados a vender para o país asiático.

E com o certificado de zona livre de aftosa sem vacinação, esperado para o final do mês, os gaúchos esperam ampliar ainda mais as vendas externas. A começar pela própria China. Com a mudança de status sanitário, será possível embarcar carne com osso e miúdos, mais valorizadas.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin observa que não é somente para a China que as exportações vêm crescendo. Outros mercados, inclusive de vizinhos do Brasil, têm se mostrado em expansão.

– Em meio à forte pressão gerada pelos custos internos de produção, o bom desempenho das exportações diminui perdas e melhora o quadro para as indústrias que atuam no mercado internacional – acrescenta Santin.

No frango

As exportações brasileiras de carne de frango fecharam o período de janeiro a abril com alta de 4,92% no volume e de 0,9% em receita, na comparação com igual intervalo de 2020

O Rio Grande do Sul teve incremento de 0,92% em volume e de 8,1% em faturamento no primeiro quadrimestre de 2021

embalada pelo bom momento da proteína animal, a Marfrig fechou o primeiro trimestre de 2021 com lucro líquido de R$ 279 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 137 milhões em igual período de 2020. os números apresentados ontem configuram ainda o melhores resultados da história nos três primeiros meses do ano.

Cem vagas abertas em Marau

A BRF está com oportunidades de emprego no Rio Grande do Sul. Dessa vez, são cem vagas para a unidade de aves em Marau, no norte do Estado. Hoje, das 8h ao meio-dia, organiza o Dia D Especial de Contratações, na Sociedade Esportiva e Recreativa Perdigão (SERP).Serão observados os protocolos sanitários de prevenção à covid-19, como uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos.

A seleção, aberta a candidatos com Ensino Fundamental Incompleto, é para a vaga de operador de produção I, com previsão de início imediato. Também há oportunidade para pessoas com deficiência.

É necessário ter em mãos RG, CPF, carteira de trabalho e comprovante de endereço. Maiores informações podem ser obtidas pelo número de WhatsApp (54) 3371-7317.

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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