Campo e Lavoura – "São falsas polêmicas", diz novo superintendente da Agricultura no RS sobre críticas a sua nomeação

 

Fiscais federais agropecuários questionam nova indicação política, dessa vez do PDT, que apontou Flavio Zacher para comandar o órgão

No compasso das movimentações políticas, a superintendência do Ministério da Agricultura teve troca de comando. Indicado pelo PTB — que passou de aliado de Dilma Rousseff a favorável ao impeachment —, Luciano Maronezi foi exonerado. Para seu lugar, foi nomeado sexta-feira, em edição extra do Diário Oficial, Flavio Zacher, apontado pelo PDT. A mudança foi, mais uma vez, alvo de críticas por parte dos fiscais federais agropecuários, que reivindicam que um funcionário de carreira da pasta assuma o comando.

— Mais uma vez, o governo realiza o loteamento de cargos e coloca na função mais importante da superintendência mais um desconhecido do agronegócio gaúcho — lamentou Consuelo Paixão Côrtes, delegada sindical no Estado do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários. A entidade deve voltar a alertar o ministério sobre o descumprimento da portaria que determina que o superintendente deve ser um servidor público, preferencialmente do Ministério da Agricultura.

Abaixo, confira entrevista com o novo superintendente:

Indicado pelo PDT para ficar à frente da superintendência do Ministério da Agricultura do Estado, Flavio Zacher, 43 anos, dá início ao trabalho ainda nesta segunda-feira. No prédio da superintendência, dará início à papelada para sua admissão. Também deve se encontrar com líderes do setor. Em entrevista à coluna, falou sobre as críticas feitas a sua nomeação.

Como encara as críticas feitas a sua indicação?

A indicação faz parte da recomposição do governo. Estamos vivendo uma crise grande. Evidente que há setores que vão gostar e outros que não. Quem acompanhou minha atuação no Ministério do Trabalho, sabe que não interfiro nas fiscalizações. São falsas polêmicas.

Pretende conversar com os fiscais?

Teremos de conviver da maneira mais harmônica possível. Vamos buscar o equilíbrio. Vou conversar, esgotar todas as possibilidade.

O processo de impeachment fragiliza quem está no governo?

Tá aí uma coisa que eu não sei dizer. O processo de impeachment do Collor foi bem diferente. Não sei qual a posição do quadro de funcionários, se são contra ou a favor da saída da presidente.

Fonte : Zero Hora

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