CAMPO E LAVOURA – RS tem maior geração de vagas no campo desde 2016

Mesmo com a quebra na safra de grãos causada pela estiagem, o Rio Grande do Sul encerrou 2020 criando quase três vezes mais empregos formais na agropecuária do que em 2019. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, indicam saldo positivo de 637 novos empregos com carteira assinada no período.

Resultado da diferença das 30.122 contratações e as 29.485 demissões ocorridas no período, o saldo representa salto de 187% frente ao ano anterior, quando as contratações superaram as demissões em 222 contratos. Além disso, a movimentação do mercado de trabalho no setor primário gaúcho foi a melhor desde 2016, temporada na qual foram geradas 1.432 novas colocações, conforme dados do Caged. Em 2017 e 2018, os balanços foram negativos, com o encerramento de 1.500 e 1.434 vínculos, respectivamente.

Entre os segmentos da agropecuária, a pecuária teve o maior saldo positivo em 2020, com a criação de 369 novas posições. Na sequência aparecem horticultura e floricultura (271) e produção de lavouras permanentes (222). Por outro lado, a silvicultura foi a atividade que mais encerrou vínculos, com perda de 266 colocações.

– O saldo positivo do RS mostra que o emprego, de uma maneira geral, não foi comprometido pela estiagem, algo que tinha ocorrido nas outras vezes (em que o Estado teve a safra impactada pelo tempo seco) – sinaliza Antônio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura (Farsul).

No Brasil, em ano de safra recorde e valorização dos preços dos grãos, a geração de empregos agrícolas foi ainda mais intensa. Levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) com base no Caged, indica que o setor criou 61.637 vagas entre janeiro e dezembro, o melhor desempenho desde 2011, quando o saldo foi de 85.585 vagas. Entre atividades, a soja puxou as contratações, com 13.396 colocações criadas.

Três de cada quatro vagas abertas no ano passado no país estavam na Região Sudeste, principalmente em São Paulo, onde as contratações superaram as demissões em 46.475 contratos.

FERNANDO SOARES – INTERINO

Fonte : Zero Hora

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