CAMPO E LAVOURA – RS pode colher 20 milhões de toneladas de soja em 2021

A poucas semanas do início da colheita da soja no Rio Grande do Sul, órgãos públicos e consultorias passaram a reforçar o otimismo com a safra gaúcha. Após a volta da chuva favorecer o desenvolvimento da cultura a partir de janeiro, já há quem estime que a produção do Estado romperá a barreira de 20 milhões de toneladas em 2021, algo inédito.

No início do mês, a consultoria StoneX elevou a expectativa para a safra gaúcha de 19,932 milhões para 20,294 milhões de toneladas. Na semana passada, foi a vez da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) alterar seus números. A projeção de fevereiro está em 20,066 milhões de toneladas, enquanto em janeiro era de 19,861 milhões de toneladas.

– Chama a atenção que as lavouras estão se desenvolvendo muito bem, mesmo semeadas com atraso (em razão do tempo seco no fim de 2020) – diz o superintendente da Conab no RS, Carlos Roberto Bestetti.

Caso as previsões se confirmem, a safra será a maior da história. Neste ciclo, o Rio Grande do Sul já tinha garantido outro recorde, o de maior área plantada, com mais de 6 milhões de hectares destinados à oleaginosa.

Mesmo com números mais modestos, outras fontes indicam colheita recorde do grão. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula safra de 19,421 milhões de toneladas, a consultoria Safras & Mercado, de 19,964 milhões de toneladas, e a Federação da Agricultura do Estado (Farsul), de 19,851 milhões de toneladas.

A Emater divulgou sua estimava antes da semeadura, em setembro, projetando 18,947 milhões de toneladas. O montante leva em consideração a média das últimas safras. Em março, uma nova parcial deve ser divulgada.

Mesmo que o cenário desenhado seja alentador, a safra não está totalmente garantida. A oleaginosa segue se desenvolvendo e, por isso, a manutenção da regularidade da chuva até o final do mês tem papel determinante para que as lavouras atinjam o potencial máximo de produtividade.

Além disso, os danos deixados pela estiagem no verão passado, que derrubou a produção de soja a 11 milhões de toneladas, e na primavera, que afetou o milho, seguem vivos na memória dos agricultores. Portanto, a cautela ainda se faz presente entre os produtores gaúchos.

FERNANDO SOARES – INTERINO

Fonte : Zero Hora

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