CAMPO E LAVOURA | Retirada da vacina no Estado passa pelo aval de produtores

Tecnicamente – e com condicionantes – o Ministério da Agricultura já deu posição favorável para que o Rio Grande do Sul busque novo status sanitário em relação à febre aftosa. A decisão de dar o próximo passo – ou não – cabe agora ao governo do Estado. E só deve ser tomada se receber apoio dos produtores.

Amanhã, em evento em Porto Alegre, técnicos da Secretaria da Agricultura e da superintendência regional do ministério detalharão o relatório entregue no mês passado pela pasta federal após auditoria. Estarão presentes entidades do setor.

– É importante homologarem a decisão. A avaliação delas pesa bastante – entende o secretário estadual da Agricultura, Covatti Filho.

Duas representações, a Federação da Agricultura do RS (Farsul) e a Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) realizam também assembleia com associados para estabelecer posição favorável ou contrária à retirada da vacina. Presidente da Febrac, Leonardo Lamachia explica que saber se o Estado terá condições de atender às recomendações do ministério é uma das preocupações manifestadas por pecuaristas.

São 18 pontos a serem melhorados, que incluem, por exemplo, o reforço de profissionais para atuar no Interior. Devem ser criadas 150 vagas, supridas por terceirizados – o processo para a contratação está sob avaliação do Piratini.

As amargas lembranças dos prejuízos registrados nos focos em 2000 e 2001 são outra barreira a ser transposta para a evolução do status. Claro, agora o cenário é outro.

A antecipação da primeira etapa da campanha de vacinação para março traz um pouco de fôlego – não muito – para o debate. O Estado ganha tempo para avaliar e, se assim decidir, fazer a solicitação para deixar de vacinar junto com o Paraná, em maio.

– Tem muita coisa a ser discutida. Não sei se chegamos a uma posição na assembleia do dia 19 – avalia Gedeão Pereira, presidente da Farsul.

gisele.loeblein@zerohora.com.br 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *