CAMPO E LAVOURA | Reforma põe à prova relação com o agro

Entidades contrárias ao projeto de reforma tributária apresentado pelo governo do Estado sentaram-se à mesa para conversar sobre o tema com deputados gaúchos. O encontro virtual, na sexta-feira, reuniu 20 parlamentares e quatro representantes, somando, no total, 160 pessoas. Durante cerca de três horas, foram colocados pontos de divergência em relação ao texto.

– Parece haver consenso de que há muitos equívocos na forma como está colocada a proposta. O peso da carga ficou com o agronegócio – entende Gedeão Pereira, presidente da Federação da Agricultura do Estado (Farsul).

Presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva reforça a contrariedade à proposta encaminhada:

– Todos os cidadãos, rurais ou urbanos, devem estar atentos a essa situação, visto que o aumento no custo de produção e aquisição de máquinas refletirá no aumento da cesta básica.

Os dois dirigentes haviam se reunido, um dia antes, com o governador Eduardo Leite. A ponderação é de que a reforma, como está, onera ainda mais o setor, um dos pilares da economia gaúcha e que não faz parte da lista de créditos.

Documento assinado no dia 13 por 14 entidades orientou deputados a se posicionarem contra. A resposta ao pedido será um grande teste à relação com o Legislativo e o Executivo.

Tem integrantes novos no Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária do Estado (Fundesa). Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS e Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça passam a fazer parte, com o objetivo de fortalecer o fundo. Essa consolidação é importante em meio ao processo de evolução do status sanitário em relação à febre aftosa.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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