CAMPO E LAVOURA | Processo de extinção da Cesa segue e tem leilão de unidades

Ainda em processo de extinção, a Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) tem marcado para hoje novo leilão de unidades. O fechamento foi aprovado em abril de 2018, com prazo inicial de dois anos, que foi prorrogado e agora tem como data-limite o próximo dia 31. As estruturas ofertadas ficam em Camaquã, Capão do Leão, Garibaldi, Lagoa Vermelha, Passo Fundo e Santa Bárbara do Sul (dividida em dois lotes). Juntas, somam 370 mil metros quadrados e preço mínimo de R$ 71 milhões.

Presidente liquidante da Cesa, João Fischer observa que, dessa relação, somente Passo Fundo e Santa Bárbara do Sul estão inativas.

Os recursos da venda serão utilizados para o pagamento de acordo firmado com o Sindicato dos Auxiliares em Administração de Armazéns Gerais no RS em ação.

Conforme Luiz Eduardo Barbosa, diretor administrativo financeiro da Cesa, os passivos trabalhistas e dívidas com fundos previdenciários somam cerca de R$ 150 milhões.

Ainda neste mês, no dia 30, a filial de São Gabriel I deve ir a leilão. Também se busca a viabilização da oferta da unidade de Ibirubá – ainda vinculada ao BRDE.

Outras 12 estruturas já foram vendidas (Bagé, Cachoeira do Sul, Caxias do Sul, Cruz Alta, Erechim, Júlio de Castilhos, Nova Prata, Palmeira das Missões, Pelotas, Santa Vitória do Palmar, Santa Rosa e São Luiz Gonzaga).

Os espaços nos portos, de Rio Grande e Porto Alegre, foram entregues à superintendência. No terminal da zona sul foi aberta licitação à iniciativa privada para modernização e criação do terminal logístico do arroz. Nesta semana, começou a chegar a carga do produto em casca para o primeiro embarque, previsto para o final deste mês.

De vento (e sol) em popa

Depois da água e do sol, a próxima aposta da Certel de fonte de energia é o vento. A cooperativa, com sede em Teutônia, no Vale do Taquari, contratou uma empresa para fazer o levantamento para geração de energia eólica. A estimativa, segundo o presidente, Erineo José Hennemann, é de que haja potencial para geração de 30 megawatts, o suficiente para abastecer 90 mil pessoas.

– Estamos começando agora, com o convênio para fazer o projeto. O prazo é de seis meses – explica o dirigente.

O investimento necessário ainda precisa ser calculado, e as obras devem ter início em 2022. Essa será a terceira frente de geração de energia da cooperativa nascida para atender às demandas no meio rural – onde hoje estão 19% dos consumidores atendidos.

A segunda usina de geração solar foi inaugurada como parte das comemorações dos 65 anos, no mês passado. São 854 placas de 445 watts cada (foto acima) em uma área onde há uma subestação da Certel em São Pedro da Serra. A capacidade de atendimento é de 720 pessoas, e o aporte feito somou R$ 1,5 milhão.

– Olhando para o futuro, entendemos que o país vai crescer e, para isso, uma das necessidades é de energia elétrica. Estamos com foco na geração, independentemente se for hídrica, eólica, solar ou biomassa – reforça Hennemann.

Com 74 mil associados e atuação em 48 municípios nos vales do Taquari, do Caí, do Paranhana e na área dos Campos de Cima da Serra, a cooperativa hoje produz cerca de 20% da energia distribuída. A meta é chegar a até 70%. E, com isso, reduzir ainda mais o valor pago pelos usuários, diz o presidente:

– Cada megawatt, quilowatt gerado é energia que se deixa de comprar de fora do Estado. E ajuda a gerar renda, tributo.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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