CAMPO E LAVOURA | Procedência: Campanha

Polo consolidado da produção de vinhos do Rio Grande do Sul, a Campanha passará a trazer um diferencial estampado nos rótulos que produz. É o selo de indicação de procedência obtido no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A certificação atesta a singularidade do produto e ajuda a valorizar as marcas.

A busca por essa indicação geográfica (há outro tipo, a denominação de origem) vem de longa data. Está na essência da Associação de Produtores de Vinhos Finos da Campanha Gaúcha, criada em 2010. E chegou ao fim nesta semana, quando veio a concessão da IP. Coordenador do projeto na entidade, Giovâni Silveira Peres, explica que vinhos da safra colhida em 2020 já poderão ter a indicação no rótulo:

– Tivemos uma dupla felicidade neste ano. A obtenção da Indicação de Procedência e a melhor safra da história.

Produtora da Estância Paraíso e diretora de marketing da Associação de Vinhos Finos da Campanha, Victoria Mercio diz que o principal benefício dessa conquista é para o consumidor, que passa a identificar o produto local. Para ter a IP é necessário que as uvas usadas na bebida sejam 100% cultivadas na região e que a industrialização tenha pelo menos uma etapa no lugar.

A conquista é um estímulo para as vinícolas, à medida que dá visibilidade à região, tornando-a mais atrativa para investimentos de indústrias. Além disso, deve fomentar o turismo local e outros produtos desenvolvidos na Campanha, como as oliveiras, por exemplo.

– Permite preservar e divulgar manifestações materiais e imateriais da região – acrescenta Victoria.

No total, a nova IP gaúcha tem mais de 1,5 mil hectares com uvas viníferas, com destaque em área para as variedades cabernet sauvignon, tannat e chardonnay (para espumantes). Na associação, estão 17 vinícolas, espalhadas em 11 municípios.

Fonte: Zero Hora

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