CAMPO E LAVOURA – Porto com movimento histórico e soja "ainda por entrar" na conta

No ano em que colheu safra recorde de soja, o Rio Grande do Sul também reforçou as apostas dos efeitos à economia dessa produção, um deles atracado no porto de Rio Grande. Encerrado o primeiro semestre, o terminal teve a maior movimentação dos primeiros melhores seis meses do ano da história. Foram 20,8 milhões de toneladas, considerando importação, exportação e cabotagem de todos os setores produtivos, 4,3% a mais do que em igual período de 2020.

– A sinalização dada pelo primeiro semestre é de que será um ano positivo – pontua o superintendente do porto, Fernando Estima.

A expectativa é de que se feche o ano com crescimento entre 4,5% e 5%. Para Estima, os resultados são reflexo de um conjunto de fatores, que vão da tecnologia aplicada no campo, que se converteu em produção, e melhorias em infraestrutura, como a ampliação do calado.

Hoje, o governador Eduardo Leite tem agenda no porto de Rio Grande, onde verá alguns dos investimentos em andamento, como o da expansão da Yara Brasil, com aporte de R$ 2 bilhões. Há expectativa de detalhamento de novos projetos.

Em relação aos números do primeiro semestre, a soja segue sendo o produto de maior volume de embarque. Mas não foi o de maior crescimento no período, posição ocupada por itens como madeira (+315,10%) trigo (+69,01%), farelo de soja (+24,02%), fumo (+23,97%) e cavaco de madeira (+21,11%).

As 5,55 milhões de toneladas do grão exportadas até junho ainda representam 12,55% a menos do que em igual período do ano passado.

– Ainda tem muita soja para embarcar, e a tendência é de que isso ocorra no segundo semestre. O reflexo dessa safra vai se sentir tanto neste ano quanto na virada – projeta o superintendente do porto.

Visão compartilhada pelo diretor-superintendente da CCGL, que opera os terminais graneleiros Termasa e Tregrasa. E corroborado pelos embarques de julho, Até ontem, o volume já era superior ao de todo o mês de junho.

– A soja está no Rio Grande do Sul, tivemos uma colheita maravilhosa, então é uma questão comercial. Teremos movimento melhor do que no ano passado – reforça Dawson.

A janela de movimentação, concentrada entre maio e julho, vai se ampliar, com possibilidade de haver estoque de passagem na virada.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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