CAMPO E LAVOURA – Ponto sensível

No momento em que o Rio Grande do Sul se organiza para avanço do status sanitário, deixando de vacinar contra a febre aftosa, um sinal de alerta vem da própria Secretaria da Agricultura. Fundamentais para a fiscalização e outras atividades relacionadas à defesa agropecuária, servidores da pasta veem no corte de ponto, em razão da greve, desestímulo.

O assunto será um dos temas de assembleia geral da Associação dos Fiscais Agropecuários do Estado (Afagro), marcada para amanhã, em Porto Alegre. A categoria soma 385 profissionais, entre médicos veterinários e engenheiros agrônomos – o desconto em folha, no entanto, abrange todos os funcionários da pasta.

– Trabalhamos nos últimos anos para a evolução do status sanitário, para colocar o RS em condições de ser aprovado na auditoria do Ministério da Agricultura. Mas vemos com preocupação a retirada da vacina, pela situação dos servidores – afirma Pablo Fagundes Ataide, presidente da entidade.

Esse é, de fato, um ponto sensível. E traz inquietação também às entidades do setor. Porque são os agentes públicos que ficarão na linha de frente, responsáveis por manter a doença longe do território gaúcho, se a imunização for suspensa. No relatório do ministério, após a vistoria no RS, um dos 18 pontos levantados era a necessidade de reforço no Interior. Seriam necessários mais 150 profissionais.

Tanto a contratação quanto a alternativa para o corte de ponto estão em negociação com o Piratini. Uma das possibilidades seria fazer a compensação das horas do período de greve.

gisele.loeblein@zerohora.com.br 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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