CAMPO E LAVOURA – Pausa na liquidação da Cotrijui

Depois de ter sua liquidação autorizada em processo movido por um dos credores, a situação da Cotrijui volta a ficar em suspenso. Decisão da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado suspende a sentença proferida em outubro do ano passado. Na prática, faz com que algumas ações, como a venda de bens, tenham de esperar, até que sejam julgados os recursos de apelação – movidos tanto pela autora, a Chinatex, quanto pela associação de credores que defende a continuidade das operações.

Desde janeiro de 2018, a cooperativa, com sede em Ijuí, no Noroeste, está sendo gerida por um administrador judicial, situação que segue inalterada.

Advogado da Chinatex, Fernando Pellenz, da Souto Correa Advogados, informa que não foi oficialmente intimado sobre a decisão. Sobre o andamento do processo, diz lamentar que "os credores ainda estejam aguardando o pagamentos de seus créditos", o que inclui verbas rescisórias de funcionários demitidos.

Já a Associação dos Sócios, Credores e Vinculados Diretos e Indiretos da Cotrijui (Ascredi) voltou a defender a viabilidade das operações em reunião realizada na segunda-feira.

A cooperativa gaúcha já foi, na década de 1970, a maior da América Latina. Dívidas acumuladas ao longo dos anos 2000, trouxeram um passivo bilionário – são cerca de R$ 2 bilhões. E deram início a processo que se arrasta desde 2014. Na ocasião, associados decidiram, em assembleia, pela liquidação extrajudicial. O recurso é, para as cooperativas, semelhante à recuperação judicial de empresas, com prazo para renegociação dos débitos.

O processo aberto em 2018 pedia conversão da liquidação extrajudicial para judicial – concedida em 1º grau e agora alvo de recursos.

ENTREVISTA

ONÉCIO PRADO JUNIOR Novo presidente da ABCCC

Gaúcha de nascimento a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) tem pela primeira vez um paulistano no comando. Criador há 15 anos e quatro vezes parte da diretoria, Onécio Prado Junior tomou posse ontem para o ciclo 20/22. Leia trechos de entrevista à coluna.

Ser o primeiro presidente de fora do Estado é um desafio?

Além da satisfação, é uma responsabilidade grande mas, pelo tempo de convívio com os criadores de cavalos crioulos, podemos colaborar com a associação. Pensando nisso, teremos uma equipe experiente e gente jovem, pensando sempre em renovação e crescimento da associação e da raça.

Quais devem ser as novas fronteiras da raça?

O cavalo crioulo é conhecido no Brasil todo. Vai bem em esporte, lazer e trabalho com o gado. No Sul e em São Paulo está sedimentado. Nas outras áreas, vemos possibilidade de crescimento no trabalho com a pecuária. E no esporte também ganha espaço. Pensamos em levá-lo até o Norte e o Nordeste

Qual a importância de manter as provas em meio à pandemia?

A ABCCC foi pioneira na aprovação de protocolo para dar continuidade às provas de seleção. É um ciclo que tínhamos de concluir também para manter em funcionamento todos que trabalham com o cavalo crioulo, cerca de 300 mil pessoas.

Qual a prioridade na gestão?

Dar sequência ao trabalho. Manteremos os protocolos para dar continuidade às competições. Nossa preocupação é, em equipe, dar atendimento ao associado e a todos que vivem do cavalo crioulo.

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *