CAMPO E LAVOURA | Para recuperar os citros

A adoção de sistemas agroflorestais e o manejo biodinâmico vêm ajudando produtores de citros do Vale do Caí a atenuar os efeitos da estiagem nos pomares e a recuperar as plantas para a próxima safra.

O engenheiro agrônomo da Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí (Ecocitrus), Daniel Büttenbender, observa que essas práticas contribuem para dirimir os impactos do tempo seco com maior rapidez nas áreas com bergamota, laranja e limão.

– Há pomares que, depois das chuvas no início de maio, já mostravam recuperação. Pareciam que sequer haviam passado por estiagem – constata Büttenbender.

Atualmente, 13 das 89 famílias associadas à Ecocitrus têm propriedades com agroflorestas, sistema que resulta na presença de árvores nativas e plantio de outros alimentos em meio aos citros. Além disso, na cooperativa há 11 propriedades certificadas pelo manejo biodinâmico.

A produtora Márcia Kranz (foto acima), de Montenegro, explica que a agrofloresta acaba deixando os pomares menos expostos ao sol, pois as demais árvores criam sombra natural para seus 12 hectares de citros. Paralelamente, o uso de preparados biodinâmicos atende às necessidades da planta durante o ciclo produtivo. Contra o estresse pelo calor, por exemplo, a arnica foi uma das soluções usadas.

-A estiagem prejudicou o crescimento do fruto, devemos ter uma quebra de 35% na safra. Mas, para o ano que vem, as plantas já estarão recuperadas e aí teremos uma safra cheia – diz.

FERNANDO SOARES | INTERINO

Fonte: Zero Hora

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