CAMPO E LAVOURA | Outros tempos

Estado escaldado por estiagem tem medo de previsão do tempo que indica chuva irregular e abaixo da média. Os dois prognósticos estão no horizonte do Rio Grande do Sul, mas não necessariamente representam risco no momento final de desenvolvimento das lavouras de soja. Boletim integrado agrometeorológico indica que, na primeira semana de março, as precipitações devem ser pouco volumosas e com distribuição desigual no território gaúcho.

Na maioria das regiões, serão de menos de 10 milímetros. No Alto Uruguai, Planalto, Serra do Nordeste e Litoral Norte, devem ficar entre 15 e 30 milímetros. Para alguns pontos nos Campos de Cima da Serra, pode superar a faixa de 40 a 50 milímetros.

O alento vem da projeção de que na segunda semana de março o cenário seja de retorno da chuva, "principalmente na área produtora de grãos", observa Flávio Varone, meteorologista da Secretaria da Agricultura, parte da equipe técnica responsável pela elaboração do boletim:

– Agora entramos em um padrão diferente, mais comum. A próxima semana tende a ser de pouca chuva, depois volta a chover e, na seguinte, possivelmente diminui um pouco.

Ele acrescenta que, por enquanto, "não faltou umidade, apenas choveu menos". De forma geral, há bom desenvolvimento das culturas de verão, conforme dados da Emater. Mais a Oeste, as precipitações foram mais escassas, o que pode reduzir o potencial produtivo.

Na soja, os percentuais das fases de desenvolvimento indicam leve atraso sobre a safra passada, reflexo do atraso no plantio. Por ora, no entanto, mantêm-se as projeções otimistas, com a possibilidade de o Estado fechar o ciclo com colheita histórica do grão.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *