CAMPO E LAVOURA – Os tons de 2021

Da campanha gaúcha ao agreste pernambucano, os climas e sabores se diferem, mas o gosto pelo vinho se mantém. Para falar sobre a safra de uva deste ano, a Associação Brasileira de Enologia (ABE) realiza amanhã, às 20 horas, o fórum Direto do Vinhedo, evento gratuito via YouTube.

Mediador, André Gasperin, presidente da entidade, avalia como desafio do ciclo aumentar o volume e manter a qualidade. Além dele, oito especialistas participam do fórum e dão suas impressões à coluna.

RIO GRANDE DO SUL

Dirceu Scottá, enólogo da Dal Pizzol Vinhos e diretor da ABE, destaca quantidade e qualidade:

– Podemos nomear a safra 2021 como surpreendente. Por seu volume, que superou muito as previsões iniciais, e pela qualidade e harmonia dos vinhos.

Sobre as frutas para espumantes Carlos Abarzúa, enólogo e diretor da vinícola Geisse, observa:

– Em meio a tantas dificuldades, como a seca do ano anterior, pandemia e geadas tardias, conseguimos extrair o máximo de qualidade, equilíbrio e elegância.

Silvano Michelon, tecnólogo em viticultura e enologia resume: boa quantidade, ótima qualidade, em exuberante terroir. Na Campanha, Gabriela Pötter, diretora técnica da vinícola Guatambu, vê uma safra difeferente, "com clima que oportunizou algumas uvas se revelarem em grandes vinhos".

SERRA DE SANTA CATARINA

– Foi uma safra desafiadora e de qualidade surpreendente – diz Átila Zavarise, enólogo consultor.

MINAS GERAIS E SÃO PAULO

Com principal época de colheita no inverno, a projeção é de uma safra positiva, aponta Isabela Peregrino, enóloga da Empresa de Pesquisa Agropecuária de MG:

– Promissora em qualidade e quantidade, pois os parreirais estão com ótima carga, e as condições climáticas da pré-safra estão indo muito bem.

NORDESTE

Com colheita no ano todo, a safra do Vale do São Francisco, promete "vinhos genuínos, com características peculiares, que consolidam a região como distinta produtora de vinhos tropicais", avalia Ana Paula Barros, enóloga e professora do Instituto Federal do Sertão Pernambucano.

PARANÁ

– Depois de muito tempo adormecida, a vitivinicultura do Paraná viveu em 2021 um momento de revitalização – destaca o enólogo consultor Marcos Vian.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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