CAMPO E LAVOURA | Os passos até a conquista da certificação internacional

Conquista comemorada pelo Estado, o reconhecimento nacional como zona livre de aftosa sem vacinação dá início à nova etapa na busca pela certificação internacional. Foi um passo importante, mas há ainda um caminho pela frente para que o Rio Grande do Sul receba o status da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). É desse aval que depende a abertura de novos mercados. E ele não sai antes de maio de 2021, quando está programada a assembleia da entidade. Adido agrícola do Brasil na União Europeia, Bernardo Todeschini acompanhou o tema à frente da superintendência regional do Ministério da Agricultura. Também membro da comissão do código de animais terrestres da OIE, explica o que vem pela frente. Para ele, as várias etapas evitam que haja a concentração do poder de decisão. Confira.

1 REVISÃO

Uma vez entregue pelo Ministério da Agricultura à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a documentação passa em um primeiro momento, por revisão. É uma verificação apenas da parte estrutural dos documentos, sem análise de conteúdo.

2 primeiro round

Na etapa seguinte, o processo fica aos cuidados do grupo ad hoc, que é formado por especialistas requisitados em caráter especial. Não são eleitos, são as grandes referências mundiais em febre aftosa. É um trabalho minucioso, de análise de item por item, quase palavra por palavra. Ao final, um parecer é elaborado.

3 segunda avaliação

Esse relatório é enviado à comissão científica da OIE, que pode ou não acatar a avaliação anterior. Parecer negativo nessa etapa encerra o processo.

4 quase lá

Caso a comissão científica dê o sinal verde, é a vez do conselho de delegados revisar o material, que será apresentado na assembleia-geral.

5 validação

Na assembleia, ocorre a votação para validar o novo status. Pode haver negativa, mas historicamente a aprovação da comissão científica costuma ser referendada no plenário.

6 calendário

A pandemia pode alterar o cronograma. Normalmente, o parecer dos especialistas sai em outubro. A comissão científica analisa entre janeiro e fevereiro. Depois, o conselho de delegados faz a agenda da assembleia.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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