Campo e Lavoura – Opção diferente para o trigo do Rio Grande do Sul no próximo inverno

 

Proposta da Federação das Cooperativas Agropecuárias para apostar em variedades voltadas à exportação será debatida no próximo dia 28

Opção diferente para o trigo do Rio Grande do Sul no próximo inverno Félix Zucco/Agencia RBS

Depois de duas colheitas frustradas, ideia é que regiões mais quentes e úmidas usem variedades buscadas pelo mercado externoFoto: Félix Zucco / Agencia RBS

Para evitar uma reprise da frustração dos dois últimos anos na próxima safra detrigo no Estado, a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro-RS) está levando adiante a ideia de propor que, em determinadas regiões, a opção de plantio seja pelo cereal voltado à exportação e não pelo tipo pão, usado nos moinhos do mercado interno.

No próximo dia 28, em uma assembleia geral das cooperativas de grãos, que será realizada na CCGL, em Cruz Alta, o assunto estará em pauta.

— Temos tido uma aceitação muito grande. O produtor quer um trigo produtivo, sem tantas variáveis. A proposta é para regiões chuvosas e quentes e para quem tem dificuldade de segregar a colheita — explica Paulo Pires, presidente da Fecoagro-RS.

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Parte das lavouras usaria variedades de trigo com maior potencial produtivo, mas com menos parâmetros de exigências em relação ao tipo pão — que precisa se "encaixar" em itens como PH, força de glúten, entre outros. Claro, o valor recebido seria menor. Pires não vê um problema nisso:

— Assim como a indústria de automóveis tem carro popular e de luxo, podemos ter um trigo mais commodity e um mais diferenciado, com maior valor agregado.

Levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do IBGE trouxeram dados que referendam a produção reduzida do trigo no Rio Grande do Sul. Segundo o IBGE, a safra somou 1,39 milhão de toneladas. Conforme a Conab, ficou em 1,46 milhão de toneladas.

Por: Gisele Loeblein

Fonte : Zero Hora

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