CAMPO E LAVOURA – O tempo necessário

Nuvens carregadas, com indicativo de chuva à vista. Esse é o cenário que o produtor gaúcho quer que se repita, depois que os últimos dias de chuva ajudaram a melhorar os ânimos. O retorno da umidade ajuda a estancar danos no milho, ainda que já existam perdas consolidadas em regiões do Estado. Ao mesmo tempo, acelerou o plantio de soja, que estava em compasso de espera e, nesta semana chegou a 61% da área total estimada, segundo dado da Emater. Ainda é inferior ao registrado em igual período da safra passada, mas com avanço de 14 pontos percentuais.

– Foi praticamente a salvação da lavoura. A maior parte ainda estava no solo, agora que está emergindo com essa chuva. Se conseguirmos plantar até os dias 10 e 11 deste mês, a safra de soja do Estado ficará em uma janela muito boa – avalia Décio Teixeira, presidente da Associação dos Produtores de Soja do RS.

Para o diretor-técnico da Emater, Alencar Rugeri, as precipitações da última semana ajudaram a distensionar a situação em todo o Estado:

– Agora tudo depende de como será daqui para frente.

No milho, as comunicações encaminhadas para a Emater, com objetivo de buscar o Proagro, chegavam, até ontem, a 1.646.

Na Região Central do RS, que deve somar 42 mil hectares do grão (na foto acima, área em Dilermando de Aguiar), o cultivo estava suspenso em razão da falta de chuva. Agora foi retomado e deve avançar mais após a colheita de tabaco. Apesar da recuperação, já há áreas comprometidas, com perda média estimada em 6% das lavouras. Mas em alguns pontos pode chegar a até 20%.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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