CAMPO E LAVOURA | O recorde "segurado"

Embora a colheita do arroz esteja mais avançada do que a da soja, chegando a 43% da área cultivada, os dados positivos do balanço parcial da safra são cercados de muita cautela. Neste momento, segundo Instituto Rio Grandense do Arroz, traz números grandiosos: produtividade média é de 8,9 mil quilos por hectare, acima do recorde da safra passada.

A razão para a euforia contida dos técnicos vem do histórico das curvas de rendimento médio. As primeiras lavouras colhidas habitualmente são aquelas de maior rendimento, semeadas na chamada janela preferencial, com resultados comprovadamente superiores. À medida que o trabalho das máquinas avança, e começam a entrar as demais áreas, a tendência é de redução desse número. De quanto e quando será, conforme Ricardo Koreff, diretor-técnico do Irga, é cedo para afirmar. Razão pela qual a entidade ainda não estima a produtividade final do arroz:

– Ano passado, foi nessa época que houve o ponto de inflexão, quando começou a reduzir a produtividade. Estamos aguardando o momento em que essa curva vai dobrar agora.

E depois de se transformar em assunto nacional, por conta da valorização em 2020, quando o valor médio da saca chegou a R$ 105,38, o arroz está com preços estáveis, na casa de R$ 86. É um novo patamar depois de anos de preços achatados, que resultavam em prejuízos na lavoura.

Ao mesmo tempo em que acompanha a colheita, o Irga segue na busca pela modernização da estrutura e pelo uso de 100% da taxa CDO, recolhida pelo setor – hoje, fica em 55% do total, o restante fica no caixaa único.

Nesta semana, a proposta foi apresentada ao secretário do Planejamento, Cláudio Gastal. Ivan Bonetti, presidente do Irga, explica que uma das ações seria a criação de um fundo privado para receber parte do valor recolhido.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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