CAMPO E LAVOURA – O grão "da vez" no quesito valorização

Com duas safras consecutivas de perdas em razão do tempo seco no Estado, o milho é um ponto de atenção no cenário de 2021. Mesmo em ano de safras cheias, o Rio Grande do Sul precisa buscar o produto em outros locais para atender à demanda, sobretudo da indústria de proteína animal. E isso traz um custo logístico. Quando a produção encolhe, a equação fica ainda mais complicada. E isso faz do grão um candidato à ficar um passo à frente das outras commodities no quesito preço.

– Pela triste escassez, pelo fato de estarmos há dois anos colhendo menos do que no anterior – pondera o economista-chefe do Sistema Farsul, Antônio da Luz.

A quebra de safra agrava um problema que já encareceu o grão neste ano – e, por consequência, a produção que depende do milho.

– Há uma mudança de patamar dos custos e de preço dos produtos. Não é só a ceia que ficará mais cara por conta disso – alerta Ricardo Santin, presidente de Associação Brasileira de Proteína Animal.

Dados da Embrapa Suínos e Aves mostra que os gastos na produção do suíno acumulam alta de 40,69% no ano -14,98% só em outubro. No frango, o percentual no ano é de 36,33%.

Outro fator importante na formação de preços do grão do milho é o câmbio.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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