CAMPO E LAVOURA | Nuvem na mira

A rotina do fiscal estadual agropecuário Juliano Ritter (foto à esquerda) mudou consideravelmente da noite do dia 23 para o dia 24 de junho. Desde então, a nuvem de gafanhotos da espécie Schistocerca cancellata tem sido o despertador diário – e também a última notícia do dia do engenheiro agrônomo lotado em Itaqui, na Fronteira Oeste. Diariamente, ele monitora condição de vento e temperatura (dois itens que influenciam na movimentação da praga). Procurado por produtores preocupados com o problema, passou a enviar para os sindicatos rurais da região boletins com a situação do momento. Por ora, o controle bem-sucedido em Entre Ríos, após aplicações feitas no final de semana, e o tempo frio reduzem a preocupação. O alerta se mantém, e o contato diário com o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) também.

– Nossa preocupação maior é verificar como está a nuvem no norte da Argentina – reforça.

Outro problema deverá vir mais adiante: são as crias dos ovos depositados pelos gafanhotos.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora