CAMPO E LAVOURA – Novidade no cardápio

Pequeno no tamanho, abundante em propriedades nutricionais, um grão típico da culinária da Etiópia começa a ganhar espaço à mesa e nas lavouras do Rio Grande do Sul. A teff, se considerada a planta, ou o teff, quando se fala do grão, reúne proteínas, minerais e fibras e exclui o glúten. O cereal se tornou uma aposta também para a Giroil, em Entre-Ijuís, no Noroeste.

Com foco em produtos sem glúten, sem lactose e sem açúcar, passou a cultivar o teff em 2014. Neste ano, dos 350 hectares da propriedade, 50 foram destinados à cultura. O cereal divide espaço com linhaça, painço, girassol, soja e milho, entre outras atividades. Em 2019, a colheita somou 20 toneladas em 23 hectares. A expectativa para a safra atual é de alcançar 35 toneladas.

– Até o final de dezembro, início de janeiro, devemos estar com toda a produção desse ano comprometida, pré-comercializada. Vamos aumentar, sim, a produção no ano que vem, talvez para cem hectares – projeta Vinícius Dalla Vechia, diretor financeiro e sócio da Giroil.

O primeiro contato do grupo com a planta foi em 2014, em reportagem de uma revista sobre grãos que seriam tendência no futuro. A partir de uma amostra de teff, a empresa começou a ver sua capacidade de germinação em solo gaúcho até que, em 2017, passou a comercializá-lo – formato de grão, farinha e produtos próprios.

Mestre em Alimentação Nutrição e Saúde e doutoranda em Tecnologia de Alimentos, a nutricionista Raísa Vieira Homem se dedicou ao estudo da teff. Ela destaca o perfil proteico e mineral (com ferro, cálcio, cobre, zinco, magnésio, manganês, selênio, potássio e fósforo em evidência). e o "bom conteúdo de fibras".Ainda pouco utilizada e por vezes até desconhecida, a gramínea é cultivada há séculos na África e alimenta 50 milhões de pessoas.

– É um cereal com muito potencial a ser explorado em diversas preparações – diz Raísa.

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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