CAMPO E LAVOURA | No ano, RS é o segundo Estado que mais criou vagas no agro

No primeiro bimestre de 2021, o Rio Grande do Sul foi o segundo Estado que mais criou vagas de emprego com carteira assinada na agropecuária. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, o setor primário abriu 6,9 mil postos formais. O resultado, que consiste na diferença entre contratações e demissões registradas no período, só fica aquém de São Paulo, com 32,8 mil posições.

Em comparação com o mesmo período de 2020, quando teve saldo positivo de 6,8 mil novos contratos, o Rio Grande do Sul aumentou em 2,3% a geração de postos na agropecuária. Isso significa 154 vagas a mais. O resultado positivo na largada do ano é corriqueiro no Estado e teve o peso decisivo da colheita da maçã, que registrou saldo líquido de 6 mil contratos neste ano.

Por tabela, os municípios da Serra, que concentram a maior área de pomares no Estado, puxaram as contratações. Nos dois primeiros meses de 2021, Vacaria, segunda maior produtora nacional de maçã, é a líder gaúcha na geração de vagas na agropecuária, com 4,9 mil posições. Na sequência, aparecem outras duas cidades serranas que também têm vínculos com a fruticultura: Bom Jesus (821) e Caxias do Sul (412).

– Os números refletem a demanda sazonal do campo na região. Já no início de março, as colheitas se encaminham para o final e por isso os próximos números (do Caged) devem vir diferentes – pondera Maria Carolina Gullo, economista e professora da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Além do saldo positivo dentro da porteira, a agropecuária acabou impactando a geração de vagas em outros segmentos da economia gaúcha, como a indústria.

No primeiro bimestre, a fabricação de produtos de fumo fechou com saldo positivo de 4,8 mil e a de artigos alimentícios com 1,7 mil empregos.

Gado de corte

As temperaturas mais amenas nos últimos dias beneficiaram a engorda do gado de corte no Rio Grande do Sul, de acordo com informe conjuntural da Emater. O clima proporcionou maior conforto térmico e redução de parasitas externos, como moscas, nos animais. A fase produtiva tem como foco, neste momento, a gestação de matrizes e engorda de terneiros nascidos em 2020.

NO RADAR

O prazo para habilitação de empresas que tenham interesse em fornecer sementes de milho e sorgo para o Programa Troca-Troca de Sementes, na safra 2021/2022, está aberto até 15 de abril. No ciclo passado, foram disponibilizadas 53 cultivares de 10 empresas aos produtores gaúchos.

fernando.soares@zerohora.com.br

FERNANDO SOARES | INTERINO

Fonte: Zero Hora

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