CAMPO E LAVOURA | Nas 24 horas do dia

A Centrais de Abastecimento do Estado (Ceasa) está na relação da exceção à regra de suspensão das atividades no horário entre 20h e 5h, que tenta conter o avanço de casos de covid-19 no Rio Grande do Sul. Localizada no bairro Anchieta, na zona norte da Capital, a unidade tem papel vital no fornecimento e distribuição de hortifrutigranjeiros. O funcionamento nas 24 horas do dia tem como razão a necessidade de fazer chegar produtos não só de todo o território gaúcho, mas também do resto do Brasil e de outros países. Por ano, são movimentadas, em média, 600 mil toneladas.

– A logística local, nacional e internacional é algo orgânico e, em função disso, a Ceasa precisa trabalhar nas 24 horas. Mas o que dá o passaporte para a entrada é a mercadoria, a nota fiscal. As pessoas só circulam no horário aberto ao público – reforça o presidente Aílton dos Santos Machado.

Desde o início da pandemia, no ano passado, a unidade tem, entre outras medidas de prevenção à covid-19, horário reduzido no galpão dos produtores (podem ser conferidos em ceasa.rs.gov.br). Nas 24 horas do dia, o que funciona é a chegada e o beneficiamento de produtos, o pórtico de entrada e os serviços de segurança e emergência.

Além da redução de horário, outras ações tentam conter o vírus no espaço da Ceasa. Há medição da temperatura e o uso de máscara é obrigatório. Quem for flagrado sem pode sofrer punição, que vai de advertência a multa. Neste mês, segundo Machado, tem gente pagando multa pela não utilização da proteção.

– A vantagem é que 70% das atividades da Ceasa são em áreas abertas. Nosso maior foco de atenção é o pavilhão dos produtores – observa o presidente da Ceasa.

A unidade tem 2.180 produtores e 311 empresas assim divididas (225 atacadistas, 45 atípicos, 30 micro-empresas e três cooperativas).

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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