CAMPO E LAVOURA | Na pegada do carbono

Gigante da área de biotecnologia e de insumos agrícolas, a alemã Bayer quer buscar espaço em um negócio considerado promissor: a geração de créditos de carbono a partir da agricultura. O mercado de compensação à emissão de gases causadores do efeito estufa movimentou no ano passado US$ 215 bilhões. Muito pouco ou quase nada relacionado ao agronegócio. E concentrado na Europa e na Califórnia, nos Estados Unidos, pontua Eduardo Bastos, diretor de Sustentabilidade da Divisão Agrícola da Bayer .

O primeiro passo da Iniciativa Carbono Bayer será dado na próxima safra, com experiência conduzida experiência com 600 produtores americanos e 600 brasileiros (em 14 Estados, incluindo o RS). No Brasil, o projeto será desenvolvido com a parceria da Embrapa. E terá dentro do total, grupo mais direcionado, de 52 agricultores, nove deles no Rio Grande do Sul.

No primeiro ciclo o foco será em lavouras de soja e de milho.

– O primeiro pilar dos compromissos de sustentabilidade estabelecidos para os próximos 10 anos é reduzir em 30% as emissões de gases causadores de efeito estufa – explica o executivo.

Entre os desafios estão a comprovação da permanência do carbono no solo agrícola e a redução do custo para as medições, que pode ser maior do que o valor recebido.

– É importante que as medidas adotadas sejam sustentáveis em todas vertentes, econômica, social e ambiental. Tem de ser mitigadora e de adaptação – reforça Giampaolo Pellegrino, coordenador do Portfólio de Pesquisa em Mudanças Climáticas da Embrapa.

Outra necessidade é a de regulamentar o mercado no Brasil.

Colaborou Anderson Aires

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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