CAMPO E LAVOURA – Multiplicação de piranhas no Rio Jacuí prejudica pescadores

Problema que vem trazendo preocupação e causando perdas para pescadores do Estado, a proliferação de piranhas no Rio Jacuí foi levada ao conhecimento da Secretaria de Pesca e Aquicultura do Ministério da Agricultura. Em uma reunião realizada ontem buscavam-se alternativas às famílias que têm na atividade a fonte de sustento. É o caso da colônia de Santo Amaro, no município de General Câmara, na Região Carbonífera. Segundo o prefeito Helton Barreto, são cerca de cem famílias dedicadas à pesca.

Os primeiros relatos de aparecimento das piranhas vermelhas, também conhecidas como palometas, começaram a surgir há cerca de dois meses. O agravamento do quadro, no entanto, é mais recente.

– Por dia, a média costumava ser de 30 quilos de peixes pescados, mas caiu para dois quilos. Além disso, as piranhas estão estragando as redes – conta o profeito.

Cenário corroborado pelo relato do pescador Marcelo Cristiano Cardoso, da localidade de Santo Amaro. A situação que já estava complicada, por conta da pandemia, ficou ainda mais difícil.

– É um baita problema para nós, quase todo mundo vive da pesca – diz Cardoso.

O que acende o alerta em General Câmara e outros municípios da região é a multiplicação e o tamanho das piranhas. Condições como portas estragadas da barragem de Santo Amaro e estiagem teriam contribuído para a situação, criando um ambiente favorável para a proliferação.

O predador natural dessa espécie é o dourado. Uma das frentes de atuação é o manejo para controle das piranhas. Acionada, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente auxilia o Ibama no trabalho de identificação de focos e sugestão de formas de controle. A pasta de Desenvolvimento Econômico e Turismo também monitora o assunto pelo peso do Rio Jacuí na economia da região, observa o titular Edson Brum.

Outra frente de ação busca ajuda financeira aos pescadores atingidos. O deputado federal Jerônimo Goergen, que articulou o encontro com a Secretaria de Pesca, diz que teria de ser um auxílio especial, algo semelhante ao adotado quando dos episódios de manchas de óleo. Para isso, a associação de pescadores deve fazer um levantamento de quem foi atingido pelo problema.

A concessão de eventual benefício passa por negociação com o Ministério da Cidadania.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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