CAMPO E LAVOURA | Movimento no porto de Rio Grande sobe 7% no semestre

Puxado pela expansão nos embarques de soja e arroz, o volume de carga movimentada no porto de Rio Grande, no Sul do Estado, chegou a 19,9 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2020. O montante representa crescimento de 7% frente às 18,6 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado. O resultado foi garantido principalmente pela demanda verificada em junho, que atingiu 4,4 milhões de toneladas, recorde histórico para o mês.

– Mesmo com a estiagem, tivemos o segundo melhor semestre dos últimos 11 anos. Pesou para esse resultado a demanda represada para a China, em meio à pandemia e o conflito comercial com os Estados Unidos – avalia Fernando Estima, superintendente do porto de Rio Grande.

O dirigente acredita que a segunda metade do ano poderá seguir trajetória diferente. A quebra na safra de grãos de verão no Estado tende a reduzir o ritmo dos embarques no terminal.

Nos primeiros seis meses de 2020, a soja em grão foi o item mais exportado no local. Os embarques giraram 6,5 milhões de toneladas, incremento de 27% na comparação com 2019. Estima lembra que, com a demanda aquecida pela soja brasileira, o Rio Grande do Sul acabou recebendo cargas de outros Estados produtores, como Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina. Além disso, parte da oleaginosa gaúcha movimentada havia sido colhida na safra anterior e estava armazenada.

Outro produto que se destacou foi o arroz. A safra gaúcha com recorde de produtividade e o dólar favorável às vendas para o Exterior motivaram a aceleração dos embarques no porto. O cereal mobilizou 1,2 milhão de toneladas, elevação de 33% no período.

Por outro lado, o giro de farelo de soja foi o que sofreu maior redução. O volume caiu 12% no semestre, alcançando 1,2 milhão de toneladas.

Apesar do primeiro semestre positivo, o porto não passou incólume aos efeitos da pandemia de coronavírus. Um dos reflexos disso está na redução de 2,5% no movimento de contêineres, motivada pela paralisação do transporte marítimo chinês no início da crise sanitária.

fernando.soares@zerohora.com.br

FERNANDO SOARES – INTERINO

Fonte: Zero Hora

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