CAMPO E LAVOURA | Mobilização segue na Fronteira

Com ligeira movimentação para o norte na vizinha Argentina, a nuvem de gafanhotos segue no radar de técnicos do Ministério e da Secretaria da Agricultura. Equipes permanecem em alerta na Fronteira Oeste do Estado. E com o protocolo pronto para ser aplicado se houver infestação, reforça Ricardo Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura – gaúchos e catarinenses estão desde a quinta-feira em estado de emergência fitossanitária.

Na sexta-feira, as projeções eram de risco baixo, principalmente por conta das condições meteorológicas, que incluem frio no território gaúcho, condição que costuma repelir a praga. Regiões argentinas, como a de Curuzu Cuatia, começaram a fazer aplicações de produtos para controle dos gafanhotos.

Como essa espécie, popularmente chamada de migratória sul-americana ( e de nome científico Schistocerca cancellata) se alimenta de vegetais, há preocupação no Estado com potenciais danos. Principalmente em pastagens e lavouras de inverno – o plantio de trigo chegou a 75% da área total estimada.

Essa não é a primeira vez que o Brasil adota emergência sanitária. Na safra 2012/2013, a lagarta Helicoverpa armigera foi identificada no país. Provocando estragos significativos em lavouras de algodão e de soja em outras regiões nacionais. Em alguns Estados, foi decretada a condição, com plano de ação e uso permitido do princípio ativo benzoato de emamectina para controle. No Rio Grande do Sul, a identificação veio no ciclo seguinte (2013/2014) (leia mais ao lado) mas sem o mesmo estrago do país.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN
Fonte: Zero Hora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *