CAMPO E LAVOURA – À mesa na pandemia

No topo da preferência nacional de consumo entre as proteínas animais, o ovo ocupa ainda mais espaço à mesa de gaúchos, catarinenses e paranaenses. É o que mostra pesquisa encomendada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) ao Centro de Assessoria e Pesquisa de Mercado. Foram 2,5 mil entrevistas em 113 cidades do país – com foco em quem tem poder de decisão de compra, de ambos os sexos, das classes A,B,C,D e E, entre 18 e 65 anos.

O principal diagnóstico: em 98,5% dos lares do país pesquisados algum tipo de proteína é consumida (gráfico). Também evidencia os efeitos da pandemia sobre o consumo, que cresceu, em média, 22%, em ovos, frango e suínos. Preço e aumento do número de refeições em casa estão entre as razões. Outro impacto foi o avanço das compras na internet, de 2% para 5%.

– O levantamento apontou insights importantes, como a necessidade de manter a inovação na apresentação dos produtos e indicativos de que o e-commerce ganhou força. Ainda não é possível dizer se são efeitos permanentes ou demandas de período pandêmico, mas indicam a forte relação do consumo de produtos com o contexto em que o consumidor está inserido – diz Isis Sardella, gerente de marketing e promoção comercial da ABPA, coordenadora da pesquisa.

Entre os desafios a serem vencidos está o de mitos que persistem, como o do hormônio no frango. Menor do que no dado anterior, ainda alcança 59%.

– Ao mesmo tempo, indicou grandes conquistas, como o reconhecimento por 53% deles de que o Brasil é o maior exportador de aves do planeta – avalia Ricardo Santin, presidente da ABPA.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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