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CAMPO E LAVOURA | Marcante

Os mais tradicionais polos de produção e os mais exigentes paladares do mundo têm se rendido ao vinho produzido no Brasil. Prova está, segundo a Associação Brasileira de Enologia (ABE), no retrospecto de 2019, quando rótulos produzidos em solo brasileiro atingiram marca histórica: 37% das 259 medalhas obtidas em avaliações internacionais foram para vinhos tranquilos. O maior percentual já verificado para a categoria, que engloba tintos e brancos sem a presença de gás carbônico (bolhas). O ineditismo está na representatividade desse tipo de vinho entre as conquistas, uma vez que o espumante brasileiro tem lugar de destaque cativo.

– Enviar um vinho produzido no Brasil para locais que são "os pais e as mães" da bebida e, ter 37% condecorado, representa muito. Estão sendo reconhecidos em países tradicionais, pelas bocas e narizes mais críticos do mundo, seguindo as regras da Organização Internacional do Vinho e da Vinha – destaca Daniel Salvador, presidente da ABE.

As competições a que se refere são todas com chancela da OIV e a maioria, com patronagem da Organização Internacional dos Enólogos. Salvador lembra que nenhumas das vinhas produzidas no Brasil é autóctone. Cabernet, merlot, moscato e sauvignon blanc, para citar algumas, são todas variedades que vieram de outros países. Outro ponto que considera relevante é o fato de que, em um concurso "somente 30% das amostras são premiadas".

– Para a vitivinicultura jovem que somos, representa muito. Quebra um preconceito. Muitos dos concursos são em países importantes na vinificação, inclusive em volume – reforça Salvador.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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