CAMPO E LAVOURA | Isenção para importar soja e milho de volta

Diante de preços que seguem em alta – valorizados em parte pela variação cambial -, o governo federal decidiu isentar novamente a tarifa de importação para milho, soja, óleo e farelo de soja. A derrubada da taxa, cobrada para produtos de fora do Mercosul, vale até o final do ano e vinha sendo reivindicada pelo setor de proteína animal. A indústria de carne tem nesses grãos os principais insumos da ração animal. E, por conta disso, tem os custos de produção impactados substancialmente.

O cenário ficou ainda mais preocupante com a situação climática que atrapalha o desenvolvimento da segunda safra de milho no Brasil. A colheita da safrinha vinha sendo a aposta de ampliação da oferta do grão no mercado brasileiro. Mas o mau tempo pode encolher o volume esperado.

Para o Rio Grande do Sul, o cenário é ainda mais dramático. Acumula duas safras reduzidas de milho por conta do tempo, ampliando a dependência do grão de fora.

A isenção da tarifa agora retomada vale até o final deste ano e abre espaço para que países de fora do Mercosul possam entrar na relação de fornecedores sem ter um custo extra para isso. A determinação foi tomada ontem pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex). A medida passa a valer sete dias depois da publicação de resolução.

Em outubro do ano passado, já havia sido autorizada a suspensão do imposto de importação para o milho até 31 de março deste ano. Soja, óleo bruto e farinha, além de pellets também tiveram o benefício até 15 de janeiro.

"Continuaremos valorizando os produtores de soja e fortalecendo a entidade, mostrando não só a importância econômica, mas o papel do grão para a produção de alimentos. É uma proteína indispensável para o Brasil e para o mundo, responsável pela produção de carnes, cosméticos e uma infinidade de outros produtos"

Antonio Galvan, Novo presidente da Aprosoja, que toma posse hoje

104,4 mil

toneladas foi o volume de arroz (base casca) exportado pelo Brasil no mês de março. A quantidade representa aumento de 25,1% na comparação com igual período de 2020, aponta a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), a partir de números do Ministério da Economia. Os principais destinos do produto foram Senegal, Gâmbia, Peru, Países Baixos e Venezuela.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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