CAMPO E LAVOURA – Indústria de carnes pede apoio para manter produção normal

Ao mesmo tempo em que frigoríficos de carne bovina anunciarama paralisação de atividades, houve pressão da indústria de proteína animal para que o governo federal garanta as condições necessárias à manutenção normal da produção. No Rio Grande do Sul, até ontem, não havia sinalização de paralisação em nenhuma empresa de aves, suínos e bovinos.

No país, a Minerva formalizou concessão de férias coletivas, a partir do dia 23, em quatro plantas, duas no Mato Grosso, uma em São Paulo e outra em Minas Gerais. A JBS também avalia a medida apenas para algumas unidades de bovinos. Com três frigoríficos bovinos no Estado, a Marfrig, por ora, mantém a produção em ritmo dentro da normalidade.

– A grande diferença desse momento que vivemos é que estamos analisando o cenário dia a dia, para não dizer hora a hora. Em cima disso, são tomadas as medidas operacionais da empresa – afirmou, à coluna, o gaúcho Miguel Gularte, alçado ao cargo de diretor presidente global da Marfrig.

Representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) solicitaram à ministra da Agricultura fluxo normal à produção e insumos necessários. Mesmo nos casos em que, por ventura, os Estados decidirem restringir o acesso nas divisas.

– As empresas estão querendo normalidade para poder produzir. Que o governo crie fórmulas para não fazer parar a produção, para que não se tenha atropelos – explica Francisco Turra, presidente da ABPA.

José Roberto Goulart, Presidente do Sindicato de Produtos Suínos do Estado (Sips), diz que importadores monitoram a situação do Brasil. Grandes compradores, os chineses estão normalizando a situação em seus portos:

– Antes, nós estávamos preocupados com a China. Agora, é a China que está preocupada conosco.

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GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora