CAMPO E LAVOURA – Imagens versus números

Há uma realidade exposta em imagens da produção do Rio Grande do Sul que ainda não aparece por completo nos números de levantamentos da safra brasileira de grãos. Ontem, Companha Nacional de Abastecimento (Conab) e IBGE apresentaram o prognóstico mensal para a colheita de 2021.Em ambos os casos, mantém-se a perspectiva de nova produção histórica e com crescimento em relação ao ciclo deste ano.

Na planilha da Conab, houve ajuste para baixo na comparação com o levantamento de outubro, por conta dos climáticos da Região Sul. Foram enxugadas 3,1 milhões de toneladas.

No Rio Grande do Sul, a revisão aparece em produtividade (-11,1%) e em produção (-9,3%) estimadas para o milho grão. E houve reajuste no rendimento do trigo (-19%), já colhido.

– O recuo na produtividade do milho é de 11,1%, com tendência de aumento – pondera Carlos Bestétti, superintendente regional da Conab no Estado.

A observação tem relação com o período de coleta dos dados – 20 de novembro – e com o período sem chuva que acarretou danos principalmente nas lavouras plantadas mais cedo.

O retorno da umidade nos últimos dias permitiu estancar prejuízos e fez o plantio da soja avançar (leia ao lado). Mas não reverte perdas consolidadas.

Com base em dados regionais preliminares levantados pela Emater, a Fetag-RS aponta que o cenário é de impacto bem maior. Na regional de Santa Rosa, por exemplo, a redução na produtividade média do milho é de 69% – importante observar que, neste caso, a comparação é com o que se esperava colher no início do ciclo. Mas é um indicativo de que as perdas registradas nessa cultura devem crescer até o final do ciclo.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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