Campo e Lavoura – Férias coletivas abrem caminho de negociação

 

Sindicato busca alternativas para manter aberto o frigorífico de aves da Cosulati, em Morro Redondo

Se for para manter as portas abertas do frigorífico de aves da Cosulati, em Morro Redondo, na zona sul do Estado, o sindicato dos trabalhadores na indústria da alimentação tem interesse na proposta de férias coletivas.

A medida foi sugerida em reunião, nesta segunda-feira, com a cooperativa.

– Momentaneamente, saímos com a perspectiva de que é possível manter a unidade funcionando. Há essa possibilidade de entrarem em férias coletivas, o que daria tempo para um rearranjo que vem sendo buscado – conta Darci Rocha, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação de Pelotas.

No segmento de aves trabalham 180 pessoas. A decisão sobre a adesão ou não ao mecanismo precisa sair ainda nesta semana. A cooperativa argumenta que o estoque de animais disponíveis termina amanhã, dia 20.

– A condição para a negociação de férias coletivas é a manutenção das vagas – reforça Rocha.

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Com capacidade para abater 25 mil aves por dia, o frigorífico reduziu o volume para menos de 15 mil por dia.

Foi um reflexo das dificuldades financeiras que surgiram da alta nos custos e da exigência do grande capital de giro para a atividade.

A cooperativa vem buscando parceria com empresas para manter a unidade funcionando. Se o acordo com os trabalhadores sair, dá um fôlego de pelo menos 30 dias para que uma associação com a iniciativa privada saia. Entre segunda e terça-feira, integrantes da direção estão se reunindo com três indústrias interessadas na proposta.

Foi encaminhada também adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi). Além disso, a ideia é retomar o Serviço de Inspeção Federal (SIF), que habilitaria a planta para a exportação.

– Há a intenção de uma empresa em exportar nosso frango – afirma Raul Amaral, secretário-executivo da Cosulati.

Outra frente de negociação é o reforço na fábrica de processamento de leite, em Capão do Leão, de onde vem 83% do faturamento da cooperativa. A sobrevida, de um jeito ou de outro, seria uma boa notícia em tempos de crise.

Por: Gisele Loeblein

Fonte : Zero Hora

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