CAMPO E LAVOURA – Freio de Ouro de fora da Expointer

A divulgação do calendário das provas do cavalo crioulo para o segundo semestre confirma a grande final do Freio de Ouro fora da Expointer. Embora a data e o formato da feira realizada no parque Assis Brasil, em Esteio, ainda estejam em definição, a da disputa torna a combinação dos dois eventos inviável.

A sequência de seletivas foi sendo ajustada de acordo com o quadro da pandemia, e o espaço acabou ficando curto para dar conta de todas as classificatórias. Até o momento, somente duas das seis etapas da competição organizada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) ocorreram, fora do país – Argentina e Uruguai.

Presidente do setor de Provas Funcionais, Exposições Morfológicas e Expansão da entidade, Eduardo Suñé explica que se busca encaixar a final da competição de Morfologia da raça e alguma das classificatórias com a exposição.

O Freio de Ouro está marcado para o período de 29/9 a 3/10. Já a primeira classificatória no Brasil, o tradicional Bocal de Ouro, sai de 30/6 a 4/7.

Profissão agro

Sheila Fonseca
VP de Recursos Humanos da AGCO América do Sul

Mais inclusivo e diverso. É assim que a AGCO, dona das marcas Massey Ferguson e Valtra, quer que seja o ambiente de trabalho.

– Empresas sustentáveis serão as que tiverem diversidade e inclusão – pondera Sheila Fonseca, primeira mulher vice-presidente de Recursos Humanos da AGCO América do Sul.

Há quase uma década na companhia e com 26 anos de experiência na área de RH, Sheila (foto) abre o Profissão Agro, novo espaço da coluna de entrevistas para falar de oportunidades profissionais no agronegócio. Abaixo, trechos da conversa.

Como a AGCO trabalha a questão da diversidade?

O programa Trait (que se refere, na sigla em inglês, a Espírito de Equipe, Respeito, Responsabilidade, Integridade e Transparência) vem sendo desde 2018 a base da gestão de pessoas. Empresas sustentáveis serão as que tiverem diversidade e inclusão. Não é só diversidade em gênero, de raça, é cultural, de experiências. Vai desde o estagiário até os executivos. Consumidor também é diverso. A AGCO busca ser diversa de gênero, de idade. Temos políticas de gestão de pessoas que privilegiamos. Queremos fortemente aumentar o número de mulheres, não só na liderança. E embora atuamos no segmento agro não buscamos só pessoas do setor.

Há alguma área em que a diversidade de gênero, principalmente, representa um desafio?

Algumas são mais fáceis, outras mais difíceis. Em engenharia e manufatura, há espaço para crescer. Como temos essa visão de longo prazo, tentamos o equilíbrio. Às vezes, é melhor investir nas competências que a pessoa não tem ou abrir mão de algumas.

Vocês costumam mapear a diversidade na companhia?

Sim. Acho que nos próximos três anos teremos um equilíbrio muito maior. Vamos mudar o patamar. Hoje, tenho dois componentes. Um deles é que não tínhamos muitas mulheres em engenharia. Outra coisa é a atratividade do agro. Antes, tínhamos de buscar as pessoas. Hoje é o contrário.

O que tornou o agronegócio atrativo profissionalmente?

Primeiro, o fato de ser o setor que sustenta o PIB do Brasil. O agro é tão vasto, que tem um mar de oportunidades. Outra coisa é o dinamismo. Também houve uma inversão do movimento do campo para a cidade. Tudo isso despertou atratividade. E tem ainda a questão do propósito do setor, que é o de trabalhar para alimentar o mundo.

Com o mercado aquecido, o setor tem feito treinamentos para conseguir preencher as vagas. É o caso da AGCO?

O agro está crescendo e vai crescer muito. Capacidades podem ser desenvolvidas. O que faço é promover quem já está dentro e criar novas oportunidades, treinar na função básica. Só em manufatura, foram admitidas 900 pessoas no país em 2020. Exceto em posições específicas. Às vezes, é preciso buscar no mercado.

Que perfil é necessário para uma carreia no agronegócio?

Tem de gostar de poeira. Embora seja importante dizer que tem muita oportunidade que não é no campo. É um perfil de agilidade, simplicidade e resolução de problemas. O mercado está se movimentando muito. A exigência do consumidor final é diferenciada, esse segmento está muito baseado em tecnologia. Então, têm de ser pessoas com mindset digital. Competência a gente desenvolve.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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