CAMPO E LAVOURA | Flores de volta ao mercado

Um dos pontos de preocupação levantados pelo Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), a venda do produto dentro de supermercados está autorizada no Rio Grande do Sul. É um novo entendimento dentro das regras estaduais sobre o assunto. Também segue mantida a modalidade de telentrega.

A limitação de comercialização em supermercados foi registrada em imagens nas redes sociais e ocorreu também em cidades de Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais, preocupando o Ibraflor. O presidente da entidade, Kees Schoenmaker, reforça que a atividade faz parte do agronegócio, na categoria FLVF, (frutas, legumes, verduras e flores), portanto também considerada essencial. E diz que documento do Ministério da Agricultura reforçando isso tem sido encaminhado ao setor:

– Flores e plantas são perecíveis. Têm prazos restritos para comercialização, uma vez que não podem ser estocadas para serem vendidas em outras ocasiões.

Com peso de 8% no faturamento anual das flores, o Dia Internacional da Mulher teve redução de 30% em relação às vendas esperadas. Entre os efeitos trazidos pelas incertezas está a necessidade o descarte (leia ao lado). Há ainda o cancelamento de contratos, a redução de volume e o abandono ou migração de atividade.

– Nosso nível de preocupação aumentou muito. Produtores nem enviam mais toda produção, porque sabem que não vão vender – acrescenta Schoenmaker.

Em 2020, o prejuízo estimado nas flores de corte, considerando floricultor, atacadista e varejista, foi superior a R$ 1 bilhão no país.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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