CAMPO E LAVOURA – Exportações em Rio Grande refletiram colheita no RS

Parte da conta da estiagem do verão passado aparece no resultado dos embarques feitos via porto de Rio Grande em 2020. O volume total movimentado caiu 7,78% na comparação com 2019. E ainda que o resultado final tenha sido inferior, o porto teve em 2020 o mês de maior movimentação da sua história. Em junho, foram 4,4 milhões de toneladas (no total de cargas), mostram os números fechados do ano, confirmando projeções.

A soja em grão continuou ocupando o posto do principal item exportado, mas as 9,28 milhões de toneladas representam recuo de 28,07% em relação ao ano anterior. Algo esperado diante de uma safra que, conforme dados da Emater, encolheu 45,8% em relação à expectativa inicial. Quem tinha o produto vendeu, enquanto havia disponibilidade.

Os dados específicos de embarques comprovam isso. No último trimestre, por exemplo, nenhum volume foi exportado. As vendas ficaram concentradas de março a agosto, com o segundo trimestre respondendo pela maior quantidade, o que habitualmente ocorre pela entrada da nova safra.

Entre os cinco principais volumes embarcados, soja e celulose tiveram desempenho inferior. Entre os destaques positivos está o arroz. A quantidade despachada a partir de Rio Grande foi 24,53% superior. Desempenho impulsionado por uma combinação de fatores, a começar pela variação cambial.

De qualidade reconhecida pelos mercados afora, o produto ficou também competitivo E, ao contrário das demais culturas de verão, o cereal foi favorecido pelo tempo seco e ensolarado, obtendo produtividade recorde, de 8.418 quilos por hectare.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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