CAMPO E LAVOURA – Exportações do agronegócio gaúcho caem 16,1% em 2020

Sob efeito da estiagem e da pandemia de coronavírus, as exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul caíram 16,1% em 2020. No período, o Estado vendeu ao Exterior US$ 10,1 bilhões em produtos ligados ao setor primário, o que representa redução de US$ 1,9 bilhão frente a 2019. O volume embarcado pelo Estado rumo ao mercado internacional totalizou 19,8 milhões de toneladas, recuo de 12,5% em relação à temporada anterior.

Os dados foram divulgados, ontem, pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE) vinculado à Secretaria de Planejamento.

O desempenho no ano passado foi afetado, principalmente, pela quebra na safra de verão. Os negócios do chamado complexo soja, que envolve grão, farelo e óleo, totalizaram US$ 3,8 bilhões, recuo de 23,5%. O volume vendido chegou a 10,9 milhões de toneladas, tombo de 22,7%.

– A estiagem foi um fator determinante para a redução das exportações gaúchas. O ritmo de venda da soja vinha intenso até o terceiro trimestre, mas na parte final do ano faltou grão – aponta Sérgio Leusin Junior, pesquisador do DEE.

As vendas de fumo também encolheram, na carona da redução da safra do Estado. A receita alcançou US$ 1,3 bilhão, com queda de 24,7% em valor e 7% em volume. Já os produtos florestais renderam US$ 957,4 milhões ao Estado, tombo de 37,7% em valor, mesmo com diminuição de apenas 1% no volume embarcado.

Por outro lado, as carnes figuram como o destaque positivo da pauta gaúcha. A comercialização de cortes de frangos, bovinos e suínos atingiu US$ 1,9 bilhão, elevação de 16,9% na comparação com o período anterior. Foram enviados a outros países, principalmente para a China, 1,1 milhão de toneladas de alimentos, acréscimo de 23%.

Puxados pelos negócios envolvendo o arroz, o nicho de cereais, farinhas e preparações também ampliou a receita obtida com exportação. Em 2020, foram obtidos US$ 662,6 milhões, alta de 19,1% em valor e de 9,9% em volume.

No conjunto de vendas do Rio Grande do Sul, a China respondeu pela maior parte das compras, 41,1% no total. Na sequência aparecem União Europeia (13,8%) e Estados Unidos (4,7%).

fernando.soares@zerohora.com.br

FERNANDO SOARES – INTERINO

Fonte : Zero Hora

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