CAMPO E LAVOURA – Expectativa por novas liberações da China

O anúncio de que a China retomará as compras da unidade de suínos da BRF localizada em Lajeado, no Vale do Taquari, traz a expectativa de que igual ação seja estendida a outras unidades do Estado com embargo temporário. Além dessa planta, a Minuano, em Lajeado e a JBS, de Três Passos e de Passo Fundo haviam sido suspensas em julho, em meio à repercussão de casos de covid-19 em trabalhadores do setor.

– Mostra a confiança nos procedimentos tomados pela indústria. E a China continua demandando bem – afirma Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Em nota, a BRF informou que, já nos próximos dias, deve retomar as exportações para o país asiático a partir da unidade, que conta com 3 mil funcionários. Bruno Ferla, vice-presidente Institucional, Jurídico e Compliance afirma que, nas inspeções, as autoridades chinesas puderam comprovar o comprometimento da empresa "com a saúde e a segurança dos colaboradores e dos produtos". E acrescentou que a decisão permite voltar a fazer embarques "para um mercado estratégico", "com forte demanda por suínos".

A dois meses do encerramento do ano, o apetite chinês é tido como crucial para que o Brasil chegue à marca inédita de 1 milhão de toneladas de carne suína exportada em 2020. No acumulado até outubro, o país havia sido destino de quase metade do volume total embarcado. Se somadas as vendas para a região administrativa especial de Hong Kong, esse percentual sobe para 66%.

Com o plantel dizimado pela peste suína africana, já iniciou o processo de recomposição, mas em razão do ciclo de produção, ainda precisará de fornecedores externos pelos próximos cinco anos – prazo estimado para retomar a quantidade que produzia em 2018, quando começou a ter casos da doença.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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