CAMPO E LAVOURA – À espera de ajuda federal para compensar o prejuízo

No ano em que parte da safra de verão do Rio Grande do Sul acabará dizimada pela estiagem, a 21ª edição da Expodireto-Cotrijal, que começa nesta segunda-feira, pode ser palco de anúncios de medidas federais para atenuar os impactos do problema. Ao menos é o que esperam entidades ligadas ao agronegócio gaúcho.

A expectativa é de que a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, atenda, mesmo que parcialmente, às reivindicações encaminhadas pelo setor ainda em janeiro. A titular da pasta confirmou presença na abertura do evento, em Não-Me-Toque, no norte do Estado.

Uma lista com 10 medidas foi elaborada pelo setor, com apoio da Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), e entregue ao governo do Estado, que encaminhou o documento também ao governo federal. Entre os pedidos, estão a prorrogação de prazos para o pagamento de dívidas e a disponibilização de linhas de crédito para os produtores.

– Estamos com esperança e temos a sinalização de que a ministra fará anúncios. A prorrogação de financiamentos e a colocação de novos recursos para os agricultores são fundamentais – afirma Carlos Joel da Silva, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetag).

O presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro-RS), Paulo Pires, reforça que a renegociação dos pagamentos de dívidas é vital para a manutenção das propriedades rurais prejudicadas pelo período de calor intenso.

– Como muitos produtores terão uma safra pequena, eles vão utilizar os recursos obtidos praticamente para subsistência – justifica.

A vinda da ministra também servirá para que algumas novas demandas comecem a ser repassadas. O presidente da Federação da Agricultura no Estado (Farsul), Gedeão Pereira, acredita que o momento pode servir de estímulo ao debate sobre o uso de irrigação nas propriedades rurais.

– Vamos começar a discutir algumas facilidades para a implantação da irrigação. Quem sabe alguma linha com juro mais baixo e prazos mais longos – diz Pereira.

CAMPO E LAVOURA

Fonte : Zero Hora

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