CAMPO E LAVOURA | Escolha que pode fazer diferença

Na hora do plantio, escolher a cultivar que melhor se adapta a cada região pode garantir bons resultados ao fim da safra. É o que aponta o Ensaio de Cultivares em Rede de Trigo, divulgado ontem. O estudo com 35 variedades foi feito pela Fundação Pró-Sementes em parceria com Sistema Farsul e Bayer em sete regiões – Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Passo Fundo, Santo Augusto, São Gabriel, São Luiz Gonzaga e Vacaria.

A diferença entre a cultivar com maior e a com menor rendimento nas lavouras do Estado no ciclo 2019/2020 foi de 60 sacas por hectare. Em todo Estado, o melhor desemprenho foi de 131 sacas, enquanto o menor foi de 71 sacas. Ou seja, se considerado preço médio da saca de R$ 43, o produtor poderia estar ganhando ou deixando de ganhar R$ 2,58 mil por hectare.

Coordenadora de pesquisa da Pró-Sementes, Kassiana Kehl, afirma que outros fatores como manejo, nível tecnológico e condições climáticas também podem interferir no desenvolvimento do cereal.

– São resultados muito importantes para a cultura do trigo no Estado – diz Kassiana.

Além da produtividade, neste ano, o ensaio analisou a qualidade industrial dos grãos colhidos. A tabela completa está nos sites da fundação e da Farsul.

Presidente reeleito da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva toma posse hoje para a gestão 2020-2024. Será seu segundo mandato à frente da entidade. A eleição ocorreu no mês passado, quando obteve 95% dos 492 votos. Entre os principais desafios, cita o de garantir renda ao agricultor familiar.

R$ 15 bilhões

é a cifra que será colocada à disposição pelo Banco do Brasil no país para financiamentos de pré-custeio. O anúncio foi feito na tarde de ontem e contou com a participação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Destina-se para produtores das culturas de soja, milho, algodão, café, arroz e cana-de-açúcar.

gisele.loeblein@zerohora.com.br 3218-4709

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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