CAMPO E LAVOURA | Entenda melhor

a razão da alta

Desde o final do ano passado, entidades projetavam mudança nos valores do arroz. Resultado de fatores como oferta ajustada (diante de produção afetada por problemas climáticos em 2018/2019 e de encolhimento da área), exportações em alta e projeção de consumo maior. Em 2020, somaram-se a variação cambial e a pandemia, com impacto além do esperado no consumo. O resultado foi uma escalada de preços

VAI FALTAR ARROZ?

Projeção da Companhia Nacional de Abastecimento é de estoque final de 534 mil toneladas. A quantidade é considerada suficiente até a entrada da próxima safra brasileira, a partir de janeiro de 2021. Apesar da estimativa, a intensidade da alta é vista com preocupação, dado que também impacta o preço final qual o objetivo de zerar a tarifa de importação?

A suspensão temporária da Tarifa Externa Comum (TEC) serve para que o Brasil possa importar arroz de outros países que não os do Mercosul, já isentos. O imposto encarece o arroz desses locais. Ao retirá-lo, o governo, segundo explicou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, busca uma medida de precaução para assegurar o abastecimento. Com perspectiva de oferta maior, espera-se estabilização de preços POR QUE A MEDIDA preocupa produtores?

O temor é de que, ao liberar produto importado a preço mais acessível, se retome a curva de desvalorização do produto. Estudo da Farsul aponta que 2020 foi o primeiro ano em que arrozeiros conseguiram cobrir custos totais, depois de cinco anos seguidos de prejuízo. O passivo acumulado persiste. A data-limite para a isenção da tarifa serve para evitar que o produto entre na mesma época da colheita brasileira

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte: Zero Hora

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