Campo e Lavoura -Ensino – Senar-RS promove curso de qualificação no agronegócio

Primeiro programa de educação formal do Senar-RS, curso técnico abriu 80 vagas em Cruz Alta

Senar-RS promove curso de qualificação no agronegócio Tino Spina/Divulgação Senar-RS

Foto: Tino Spina / Divulgação Senar-RS

Responsável por um terço das riquezas do Rio Grande do Sul, o agronegócio passa a contar com um curso para profissionalizar a gestão nas propriedades rurais. O técnico em agronegócio é o primeiro projeto de educação formal do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) e é executado em parceria com a Rede E-Tec Brasil, programa do Ministério da Educação (MEC).

As aulas começaram há menos de um mês, no Sindicato Rural de Cruz Alta. Os 80 selecionados entre 300 candidatos vêm de mais 30 municípios do Rio Grande do Sul, de idades entre 18 e 65 anos. Gratuito e na modalidade semipresencial, o curso disponibiliza 80% das 1.230 horas/aula via internet.

– Há necessidade de profissionais técnicos de nível médio no meio rural. E cabe destacar que todos buscam a capacitação, dos jovens até pessoas com mais idade, mas que têm plena capacidade produtiva –destaca Gilmar Tietböhl, superintendente do Senar-RS.

O currículo trata desde conhecimentos técnicos da propriedade, mercados doméstico e internacional e gerenciamento. De acordo com Tietböhl, gestão da propriedade é o tema fundamental, não apenas do curso, mas das ações do Senar.

– Propriedade bem gerida, bem administrada, aumenta a potencialidade de geração de renda e de melhora na qualidade de vida para quem depende dela – afirma Tietböhl, exemplificando que agricultura de precisão faz parte da gestão.

Além das aulas de Educação a Distância (EAD), estão sendo organizadas visitas a propriedades, alinhando o projeto ao programa de assistência técnica desenvolvido pelo Senar-RS e que é executado há quase dois anos. O executivo do Senar-RS informa que os técnicos formados neste primeiro curso deverão ser demandados a trabalharem como consultores na área de assistência.

Mais de 1,7 mil quilômetros a serem percorridos ao mês

Milton Müller, de Dom Pedrito, visa qualificar a administração das propriedades em Lavras do SulFoto: Tino Spina / Divulgação Senar-RS

A busca por conhecimento faz com que o administrador Milton Augusto Müller, de 40 anos, percorra duas vezes ao mês a distância de 430 quilômetros que separam Dom Pedrito, onde mora, de Cruz Alta, sede do curso técnico de agronegócio. São 1,72 mil quilômetros ao mês, mas ele avalia valer a pena.

Engenheiro de alimentos por formação, desde o final da faculdade Müller optou pela produção de alimentos de origem animal. Já atuou em indústria de frangos, insumos de alimentos e, há um ano, na ponta inicial da cadeia, a pecuária. Hoje trabalha com o sogro e outros dois cunhados na administração das propriedades da família, em Lavras do Sul.

– Sempre tive uma relação muito próxima com a cadeia da carne – conta, destacando a necessidade de qualificar ainda mais a administração, ampliando conhecimentos na área de gestão.

Ele considera o curso interessante em função de os alunos compartilharem experiências distintas. Há desde pequenos produtores, comerciantes de insumos, até os que ainda não trabalham na área.

Ampliando os horizontes

Nilvio Scheffer, de Cruz Alta, quer crescer profissionalmente e assessorar os produtores com quem trabalha Foto: Tino Spina / Divulgação Senar-RS

Com uma grade curricular que contempla desde a parte de produção até gerenciamento, Nilvio de Freitas Scheffer, de 43 anos, está atrás de conhecimentos na área de agronegócio para assessorar os produtores, com quem mantém contato em seu trabalho. E, particularmente, visa obter as ferramentas para crescer profissionalmente – seja no atual emprego ou em busca de novos rumos.

Gerente operacional da unidade armazenadora da Faccini, de Cruz Alta, ele considera que a qualificação pode abrir portas para novas oportunidades na empresa. As aulas, a cada 15 dias, nas sextas-feiras e sábados não atrapalham, garante Schaefer:

– A empresa até incentiva.Graduado em administração de empresas, o gerente já trabalhou na área de análise em uma indústria esmagadora de soja.

Ou seja, sempre manteve um pé no agronegócio.

– A cidade e a região são extremamente agrícolas, é meu ramo, lido diretamente com agricultura – detalha

Fonte : Zero Hora.

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