CAMPO E LAVOURA – Diferença no prato

No balanço mensal de oferta e demanda, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontou a tendência de redução da disponibilidade per capita de carne (somando a de frango,suína e bovina) no país. Os 91,5 quilos são 1,4% menos do que em 2020, mas 5,3% se comparados ao pico de consumo, em 2013: 96,7 quilos.

A queda é puxada pela carne bovina, com projeção de 26,4 quilos por habitante por ano, 4,35% a menos do que no ano passado. No frango, a estimativa é de que o patamar fique em 49,7 quilos per capita (-0,4% sobre 2020). Na carne suína, o cenário é diferente: os 15,4 quilos per capita, são um acréscimo de 0,65%.

Diretor de Política Agrícola e Informação da Conab, Sergio de Zen pondera que mesmo com a redução projetada, o Brasil segue com nível superior ao de outras partes do mundo – na Ásia, gira em torno de 50 quilos.

– O consumo nacional é determinado por renda e preço. À medida que o preço da carne bovina sobe, da suína sobe, acaba tendo uma transferência de consumo e de preço – diz De Zen.

Ele acrescenta que a pandemia alterou o consumo global, com recursos liberados que ampliaram a demanda por alimento:

– É uma régua que subiu, e a produção não responde automaticamente a esse aumento. Vai demorar um tempo para se adequar ao novo patamar.

Referendado como grande fornecedor mundial nesse cenário, o Brasil mantém o foco interno.

– O Brasil exporta os excedentes. Não deixa o mercado desabastecido – pondera De Zen.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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