CAMPO E LAVOURA – Depois da colheita

Produtores do Rio Grande do Sul estão finalizando a colheita da safra de verão. Conforme dados da Emater, chega a 87% da área de soja cultivada e a 84% da de milho. E o período que vem logo depois do desligar das máquinas não representa o fim do trabalho. Pelo contrário. Algumas ações adotadas no pós-colheita são consideradas fundamentais para manter os problemas longe das lavouras do futuro.

Verificar o equilíbrio nutricional do solo, a pressão de doenças e saber como proceder com as plantas daninhas são itens importantes, pontua o engenheiro agrônomo Aedyl Lauar, gerente de desenvolvimento e pesquisa da Satis, empresa mineira com atuação no RS.

– A primeira coisa a fazer é a análise de solo, para entender como ficou o equilíbrio nutricional das áreas. Isso dará o padrão de como nutrir a lavoura que vem na sequência – pontua Lauar.

A partir do que for mapeado, será possível identificar se há necessidade de correção e qual seria. A análise está para o solo como os exames de rotina estão para as pessoas.

Entre os problemas identificados no Estado, um vem se intensificando ao longo dos últimos anos: é o chamado mofo branco (causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum)

– Esse fungo produz estrutura de resistência que durante o processo de colheita é lançada e será fonte de infecção para os próximos cultivos – alerta o gerente de pesquisa e desenvolvimento.

É uma dor de cabeça das grandes, porque pode ficar no solo até 20 anos e tem mais de 420 plantas hospedeiras. E com grande poder de destruição: pode chegar a 100% de perda, se não for feito o manejo. É preciso combater causa e efeito.

– É preciso diminuir os focos de infecção e combater as plantas que ficaram doentes. E a planta daninha é o grande vetor de não deixar diminuir a infecção, por isso é o terceiro cuidado no pós-colheita – orienta.

No radar

A instalação de biodigestores poderá ter um programa de incentivo semelhante ao Pró-Milho. O tema vinha sendo trabalhado com a Secretaria da Agricultura e acaba de ganhar reforço da Ciência e Tecnologia, conta Zilá Breitenbach, presidente da Frente Parlamentar da Matriz Produtiva dos Biodigestores.

US$ 16,21

foi o valor em que a Bolsa de Chicago fechou, na sexta, a cotação do bushel de soja nos contratos para o mês de maio. A quantia representa alta de quase 4% sobre o preço registrado no início da última semana.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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