CAMPO E LAVOURA – Cerco aos morcegos

Eles atuam o ano todo, mas têm intensificado a "caça aos morcegos" com o aumento de casos de raiva herbívora no Rio Grande do Sul. São servidores da Secretaria da Agricultura que, divididos em oito equipes, fazem o controle dos morcegos hematófagos, transmissores da doença, se infectados.

Treinados e vacinados, literalmente, para a função, médicos veterinários e técnicos fazem a captura em esconderijos habituais da espécie ou indicados (foto). Aliás, com os registros aumentando, é reforçada a orientação para que produtores não tentem fazer isso sozinhos. Se detectada a presença de morcegos, equipes das inspetorias veterinárias devem ser acionadas.

– São profissionais com cinco, sete anos de trabalho, têm conhecimento. Todos precisam se vacinar (contra a raiva) e depois confirmar que o organismo tem defesa. Só então podem ir a campo – explica Wilson Hoffmeister Júnior, coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora da pasta da Agricultura.

O que fez a secretaria emitir um alerta na última semana foi não o total no ano, mas o avanço dos casos em ritmo acelerado no mês de junho. Em todo o ano de 2019, foram 57 focos no Estado. Em 2020, 29. Neste ano, já são 21 ocorrências, em 17 municípios gaúchos. Mais da metade delas foram no mês passado.

A doença atinge principalmente bovinos, mas também e equinos, e não tem cura. É por isso que a prevenção tem um papel crucial para impedir o avanço. Além do controle dos morcegos hematófagos, a vacinação é outra ferramenta fundamental.

– Não existe remédio (para a doença), mas existe a vacina. É importante que o produtor faça – enfatiza Hoffmeister Júnior.

A notificação em casos de suspeita é igualmente essencial.

gisele.loeblein@zerohora.com.br

GISELE LOEBLEIN

Fonte : Zero Hora

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